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Da TAP - "momentos económicos" 1

por Nuno Edgar Fernandes, em 24.04.15

O Prof. Pedro Pita Barros, prof. de Economia na Nova School of Business & Economics escreve no seu Blog " Momentos Económicos" peças de reflexão sobre assuntos económicos variados e com conhecimento de causa. 

Sendo especialista em Economia da Saúde será normal por lá encontrarmos mais vezes posts desse tópico. No entanto também por lá se pode encontrar algumas jóias para reflexão económica noutros domínios, com rigor e qualidades académicas indiscutíveis, sem que deixemos de notar que procuram ser opiniões substanciadas por evidência empírica ou argumentadas com visões devidamente balanceadas  com outras contraditórias e/ou alternativas.

Recentemente o Prof. Pita Barros iniciou uma espécie de périplo pelas Empresas Portuguesas que para ele têm relevância -, não só mediática mas também como é óbvio económica - a que chamou  série " empresas portuguesas". Uma das últimas entradas é acerca da TAP, e reproduzo parte do post aqui hoje porque me parece que o principal do critério científico e qualidade de análise que acima descrevi corroboram a mesma visão que tenho do que se tem estado a passar na Empresa aérea portuguesa e nos ajuda, e muito, a confirmarmos o porquê de tantas maleitas e problemas na Economia Portuguesa persistirem por anos a fio. Como gostaria que em Portugal nos movêssemos muito mais depressa para o debelar deste tipo de problemas que atrasam e prejudicam uma Economia já de si frágil:

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 Prof. Pedro Pita Barros (fonte: Momentos Económicos....e não só)

da série “empresas portuguesas”: TAP

A greve dos pilotos da TAP, anunciada para mais de uma semana no início de maio, trouxe novamente a empresa para as luzes da atenção mediática. Esta decisão criou uma quase unanimidade de reacções negativas, desde os afectados directamente, passageiros do transporte aéreo, aos afectados indirectamente, como os operadores turísticos.

 

(...)

 

O propósito de qualquer greve é a reforçar o poder de negociação do lado que a faz, o que com que quanto maior o dano causado ao outro lado melhor seja. Mas esta visão, se presente, é limitada e limitativa.

A capacidade de negociar dentro da empresa acordos entre trabalhadores e gestão é um aspecto importante, e greves de pilotos não são raras (ainda há pouco tempo registou-se uma na companhia alemã  Lufthansa). E nessa greve, como provavelmente nesta da TAP, a opinião pública acabará por ficar contra os pilotos. O que a prazo é-lhes mais prejudicial em termos de capacidade negociação. Além de ser mais interessante menor poder negocial numa empresa com maior capacidade de distribuir excedentes do que maior poder negocial numa empresa que tenda a desaparecer. E os pilotos da TAP deveriam ter em atenção que a decisão de 2014 do Governo sobre o BES transmite-lhes também uma mensagem – não sendo o valor estratégico (?) da TAP maior que o risco sistémico do BES, porque pensam os sindicatos dos pilotos que o Governo não deixará falir a TAP?

 

 

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publicado às 17:33


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