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Os casos do Sistema Financeiro português: o Banif

por Nuno Edgar Fernandes, em 19.12.15

Mais um re-post aqui no Ultimato de Portugal Contemporâneo:

 

Uma opinião que compartilho. Um traço comportamental e cultural de Portugal, que corrompe muito da capacidade do País ser mais próspero: mesquinhez e inveja em relação aquilo que o vizinho do lado tem ou não tem. Os problemas destas questões não se esgotam em casos particulares, e é especialmente grave e destrutivo quando é um problema generalizado na Sociedade, instigado por insuspeitos e Cultivado por ignorantes.

 

' A vida e a obra de Horácio Roque constituem um exemplo. Um verdadeiro empreendedor, sem medo de arriscar e com visão para criar riqueza. Num país onde há muita inveja em relação a quem tem dinheiro, é importante sublinhar que a criação de riqueza beneficia milhares de pessoas. Os investimentos de Horácio Roque criaram dezenas de milhares de postos de trabalhos e ajudaram milhares de pessoas a viverem melhor e também elas a criar riqueza. A admiração e o apreço que os trabalhadores tinham por Horácio Roque testemunham a sabedoria com que geria as suas empresas. Ao contrário do que afirmam certas ideologias radicais, os empresários e os trabalhadores sentem-se bem próximos uns dos outros. '

 

Uma opinião que compartilho. Um traço comportamental e cultural de Portugal, que corrompe muito da capacidade do País...

Posted by Portugal Contemporâneo on Saturday, December 19, 2015

 

Horácio Roque e o sistema financeiro português

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publicado às 17:52

Gostaria de reencaminhar hoje aqui mais um Post na minha Página do Facebook, Portugal Contemporâneo, que tem granjeado um número crescente de apreciadores, graças, e desde já com agradecimento especial, a um dos meus amigos nessa rede social que me tem ajudado à sua promoção.

 

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Portugal acusa gestor formado em Harvard de manipular dívida. E exige 820 mil euros

Este artigo impressionou-me por vários motivos. Mas o principal, e que até à data julgava de forma informal e descontraída é este: os artigos escrito em Blogues ou Websites, com ampla audiência e por respeitados académicos poder mesmo ter consequências materiais concretas, e ser passível de responsabilização criminal.

 

Este artigo impressionou-me por vários motivos. Mas o principal, e que até à data julgava de forma informal e descontraí...

Posted by Portugal Contemporâneo on Friday, October 30, 2015

 

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publicado às 12:05


A importância da Literacia Financeira

por Nuno Edgar Fernandes, em 14.04.14

Estamos de volta no Ultimato.   

 

Recentemente fui abordado por personalidade ligada ao sector bancário português para participar num Blogue dedicado á educação financeira, á literacia financeira e á divulgação e disseminação de informação relativa a assuntos financeiros. Fiquei honrado e prometi escrever algo, e visto que percebi que a personalidade em questão já tinha lido o Ultimato, o local certo para esse texto seria aqui. Mesmo se depois o ou os meus textos pudessem ser posteriormente republicados nesse Blogue, seria aqui que teriam o primeiro palco de observância.

 

E lembrei-me de começar precisamente por destacar o facto de Abril ser o mês da Literacia Financeira para a muito Americana Federal Trade Commision. A literacia e conhecimentos relativos a questões financeiras são importantes por muitos prismas e perspectivas. Desde logo porque apesar de quase tudo nestas questões parecer óbvio ou trivial, dada a influência  do dinheiro nas nossas vidas, quando falamos de Literacia e de conhecimentos, referimo-nos a níveis que estão logo á partida um pouco mais fundo no complexo esquema de relações e interacções nos actuais sistemas financeiros. E obviamente existem níveis cada vez mais e mais profundos de conhecimentos. Todos, uns mais outros menos naturalmente, sabemos bem o que é um depósito bancário, um empréstimo bancário, uma conta á ordem ou a prazo, um contracto de crédito, uma acção ou título de uma empresa cotada, etc.. Mas se queremos saber o que realmente significam num contexto mais alargado e da relação que têm com questões económicas de maior escala percebemos que necessitamos de conhecimentos mais aprofundados.

 

Em conclusão queria aproveitar a oportunidade para referir que este Blog não se coibe de promover a Literacia Financeira e conhecimentos Económicos e Financeiros de relevância, de promover as competências e valores associados ao dinheiro, nas escolas e em contextos pedagógicos e de aprendizagem ou formação. E obviamente não se fecha a quem queira participar, comentar, republicar, criticar e melhorar. Porque não pertendo dar a entender que tudo sei e que nada tenho a aprender com a participação dos outros. Afinal o mundo dos Blogs é na sua essência participativo e colaborativo.

 

Assim sendo o tom do Ultimato nos próximos tempos será mais didáctico, com mais atenção á qualidade e rigor do que é publicado e com uma audiência alvo que tenderá a ser etariamente o mais ecléctica possível. Sim, porque se tratam de assuntos de pedagogia indispensável.

 

Reservo para mim o critério do que publicar, abordando um tópico se tal me parecer apropriado e atempado.

 

Um bem haja e até ao próximo toque a rebate do Ultimato.

 

 

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publicado às 16:31


Risco Sistemático

por Nuno Edgar Fernandes, em 24.07.13

Prosseguindo com as definições sobre Economia, Mercados Financeiros e Investimento, hoje foco assente no conceito de Risco Sistemático. A Associação Portuguesa de Investidores dá definição em Português numa sua Wiki que irá ser complementada pela versão mais completa em Inglês. 

Risco Sistemático, ou do inglês Systematic Risk, considera-se o risco geral do mercado. Ou seja, o risco relacionado com mercado em todo o seu conjunto, como por exemplo os aspectos políticos, sociais ou económicos do mundo, do país ou apenas para o sector, ou ainda outros que alteram o comportamento da maioria dos investidores.

Este risco é distinto do risco individual de cada um dos valores cotados por ser um risco do mercado no seu conjunto e por isso chama-se também risco não diversificável na mediad em que não é possível reduzi-lo ou cobri-lo através da diversificação da carteira por diversos títulos ou sectores.

A designação deste tipo de risco difere se estivermos a lidar com assunto económico ou se estivermos em assunto financeiro. Para a Economia designa-se de Risco Agregado. O Risco Sistemático não deve ser confundido com Risco Sistémico, que é um risco intrínseco do sistema financeiro como um todo e que o pode por em risco de forma inesperada, instantânea e catastrófica!

Propriedades do Risco Sistemático - Risco sistemático ou agregado surge da estrutura do mercado ou dinâmicas que produzem choques ou incertezas enfrentadas por todos os agentes no mercado, tais choques podem surgir a partir de políticas do governo, as forças económicas internacionais, ou catástrofes naturais. Em contraste, o risco idiossincrático, o qual já anteriormente aqui expusemos (às vezes chamado de risco específico, risco não sistemático, o risco residual ou risco diversificável) é um risco ao qual apenas os agentes ou sectores específicos são vulneráveis (e é não correlacionado com os retornos do mercado agregado ou Índice). Devido à natureza idiossincrática de risco não sistemático,  este pode ser reduzido ou eliminado por meio da diversificação, mas uma vez que todos os agentes do mercado são vulneráveis ao risco sistemático, não podem ser limitados através da diversificação (mas pode ser objecto de seguro). Como resultado, os activos cujos retornos esperados são negativamente correlacionados com os retornos de mercado agregado ou Índice indicam preços mais altos do que os activos que não possuem essa propriedade.

Em alguns casos, existe o risco de agregação devido a constrangimentos institucionais ou outro sobre a completude do mercado ou assimetrias de informação. Para os países ou regiões que não têm acesso aos mercados de cobertura ampla, eventos como terramotos e choques climáticos adversos também pode actuar como caros riscos agregados. Robert Shiller (proeminente académico de Finança) revelou que, apesar dos progressos da globalização das últimas décadas, os riscos de renda agregada a nível nacional ainda são significativas e poderiam ser reduzidos por meio da criação de melhores mercados de cobertura global (assim potencialmente tornando idiossincrático, ao invés de agregar, riscos). Especificamente, Shiller defendeu a criação de mercados futuros de macro (para riscos macroeconómicos). Os benefícios de um tal mecanismo depende do grau em que as condições de macro são correlacionados entre países.

Risco Sistemático em Finança - Risco sistemático desempenha um papel importante na questão de determinação de alocação de carteira. Riscos que não podem ser eliminados através da diversificação geram retornos acima da taxa livre de risco (o risco idiossincrático não gera esse retorno, uma vez que pode ser diversificada). No longo prazo, uma carteira bem diversificada proporciona retornos que correspondem com a sua exposição ao risco sistemático; investidores enfrentam um trade-off entre retorno e risco sistemático. Portanto, os retornos desejados de um investidor correspondem com a sua exposição desejada ao risco sistemático e á selecção de activos correspondente. Os investidores só podem reduzir a exposição da carteira ao risco sistemático, sacrificando retornos.

Um conceito importante para avaliar a exposição de um ativo ao risco sistemático é Beta.  Beta indica o grau em que o retorno esperado de um activo está correlacionado com os resultados do mercado mais amplo,  e é simplesmente um indicador de vulnerabilidade de um ativo ao risco sistemático. Assim, o modelo de prespicificação de ativos de capital (CAPM) relaciona e liga diretamente o preço de equilíbrio de um activo com a sua exposição ao risco sistemático.

Esta exposição não está completa pois falta referir o mesmo conceito mas aplicado a cenário Económico, o que irei fazer subsequentemente. Julgo ter veiculado a ideia ou ideias centrais ligadas ao conceito de Risco Sistemático que são de grande importância para uma correcta análise de questões financeiras e económicas, sobretudo e especialmente com a questão de uma correcta abordagem á melhor alocação de activos numa carteira ou Portefólio institucional.

 

Referencias:

http://www.associacaodeinvestidores.com/wikinveste/index.php?title=Risco_sistem%C3%A1tico

http://en.wikipedia.org/wiki/Systematic_risk

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publicado às 18:47


Risco Idiossincrático

por Nuno Edgar Fernandes, em 12.07.13

As idiossincrasias são com certeza inconvenientes na maior parte das vezes. Em períodos de exigente necessidade de Racionalidade esta inconveniência é ainda mais crítica. Mas não nos fiquemos por uma simples abordagem dos problemas que as idiossincrasias podem gerar em diversos contextos como se fossem desprezáveis ou de fácil resolução; aspecto comportamental mui sui generis de latitudes meridionais. Paga-se sempre caro a condescendência perante riscos evidentes... Tanto em Economia como em Política:

 

Risco Idiossincrático: 

Na teoria de alocação de activos em portfólio, riscos de variações de preços, devido às circunstâncias únicas de um título específico, a contrário do risco associado aos  mercados globais, são chamados de riscos idiossincráticos. Este risco pode ser praticamente eliminado de uma carteira através da diversificação - a retenção de vários títulos significa que os movimentos dos títulos individuais cancelam-se ou sao mitigados. Ele também é chamado de risco não sistemático ou específico. Nos mercados completos, não há compensação para o risco idiossincrático, ou seja, risco idiossincrático de um título não importa para o seu preço. Por exemplo, num mercado completo em que o modelo de preespicificação de activos de capital (CAPM) se aplica, o preço de um título é determinado pelo grau de risco sistemático nos seus retornos.

Como exemplo o lucro líquido recebido, ou perdas sofridas, por um proprietário ao alugar uma ou duas propriedades está sujeito ao risco idiossincrático devido às inúmeras coisas que podem acontecer em bens imóveis e comportamento variável dos inquilinos. 

Em econometria, erro idiossincrático é usado para descrever erro de dados em painel que ambas as mudanças ao longo do tempo e/ou em todas as unidades (agentes económicos) (indivíduos, empresas, cidades, etc) podem ocorrer.

 

Referencias:

https://en.wikipedia.org/wiki/Idiosyncrasy 

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publicado às 17:05


Produto Financeiro Estruturado Complexo

por Nuno Edgar Fernandes, em 24.06.13

Boas novas de novo do Ultimato. Adiciono hoje mais uma definição importante no contexto de questões financeiras e de investimento. Volto a referir que o faço com espírito de missão pela importância deste assunto, mesmo nos nossos tempos de pessimismo e aversão ao risco que existe em Portugal e um pouco por todo o mundo das economias desenvolvidas. No entanto e por razoes já anteriormente referidas e porque em Portugal o generalizado desconhecimento, tanto quanto me é dado a conhecer o domínio técnico está apenas restrito a estreita comunidade profissionalmente ligada a estas questões, a divulgação e aprendizagem destes assuntos assume especial relevância e importância. Para hoje:

 

Produto Financeiro Estruturado Complexo - Em finanças estruturadas, um produto estruturado, também conhecido como um investimento ligado  ou indexado a mercado, geralmente é uma estratégia de investimento pré-estruturada à base de derivados, como um único título, uma cesta de títulos, opções, índices, commodities, emissão de dívida e / ou moedas estrangeiras, e, em menor medida, swaps. A variedade de produtos que acabamos de descrever é demonstrativa do facto de que não há nenhuma definição única, uniforme de um produto estruturado. Uma característica de alguns produtos estruturados é a "principal garantia de função", que oferece protecção do principal, se mantidos até o vencimento. Por exemplo, um investidor investe 100 dólares, o emitente simplesmente investe em um título livre de risco que tem interesse suficiente para crescer para 100 após o período de cinco anos. Esta ligação pode custar 80 dólares hoje e depois de cinco anos ele vai crescer para 100 dólares. Com os recursos restantes o emissor adquire as opções e swaps necessários para realizar qualquer que seja a estratégia de investimento subjacente. Teoricamente, um investidor pode simplesmente fazer isso a si mesmo, mas os custos e requisitos de volume de transacções de muitas opções e swaps estão fora do alcance de muitos investidores individuais.

Como tal, produtos estruturados foram criados para atender a necessidades específicas que não podem ser atendidos a partir dos instrumentos financeiros padronizados disponíveis nos mercados. Os produtos estruturados podem ser usados como uma alternativa ao investimento directo, como parte do processo de alocação de ativos para reduzir a exposição de risco de uma carteira, ou de utilizar a tendência do mercado actual.
EUA Securities and Exchange Commission (SEC) Regra 434 define valores mobiliários estruturados como "títulos com características de fluxo de caixa depende de um ou mais índices ou que tenham incorporado forwards (contracto a termo), opções ou valores mobiliários nos quais o retorno de investimento de um investidor e obrigações de pagamento do emissor são dependentes, ou altamente sensível a, mudanças no valor dos activos subjacentes, índices, taxas de juro ou fluxos de caixa. "
The Pacific Stock Exchange define produtos estruturados como "produtos que são derivados e / ou com base em um único título ou de valores mobiliários, uma cesta de acções, um índice, uma mercadoria, emissão de dívida e / ou moeda estrangeira, entre outras coisas", e incluem "índex e títulos indexados a acções, notas e unidades de prazo, geralmente constituídos por um contrato de compra de acções e / ou títulos de dívida em um momento específico."

Os riscos associados com muitos produtos estruturados, especialmente aqueles produtos que apresentam riscos de perda de capital, devido a movimentos de mercado, são semelhantes aos riscos envolvidos com opções. O potencial para sérios riscos envolvidos com a negociação de opções estão bem estabelecidos, e como resultado desses riscos, operadores e clientes devem ser explicitamente aprovados para as opções de negociação. Na mesma linha, a Autoridade Reguladora da Indústria Financeira dos EUA (FINRA) sugere que as empresas emissoras destes produtos considerem avaliar e auditar se compradores de alguns ou todos os produtos estruturados tenham de ser obrigados a passar por um processo de aprovação, de modo a que apenas as contas aprovadas para a negociação de opções também sejam aprovadas para alguns ou todos os produtos estruturados.
No caso de um "principal protegido" do produto/título, estes produtos nem sempre são segurados nos Estados Unidos pelo Federal Deposit Insurance Corporation, apenas podendo ser segurado pelo emissor, e, portanto, têm o potencial de perda de capital, no caso de uma crise de liquidez, ou outros problemas de solvência com a companhia emissora. Algumas empresas têm tentado criar um novo mercado para os produtos estruturados que não estão mais em negociação. Estes títulos não podem estar em negociação devido à falência do emissor ou falta de liquidez para segurá-los. Alguns produtos estruturados de uma empresa valorizada como solvente, uma vez que se sabe que são transaccionados no mercado secundário podem ser transaccionados para valores tão baixo quanto tostões sobre o dólar, o que dá uma idiea dos riscos envolvidos.
O marco regulatório em relação aos produtos estruturados também é nebuloso. Estes podem cair em áreas cinzentas legalmente. Na Índia, os produtos estruturados relacionados com acções parecem estar em violação da Securities Regulation Act Contract (SCRA). SCRA proíbe a emissão e comércio de derivativos de ações, exceto aqueles transaccionados com reconhecimento legal de autoridade competente.

Investimentos em Produtos Financeiros Estruturados Complexos surgiu a partir das necessidades das empresas que queriam emitir dívida mais barata. Tradicionalmente, uma das maneiras de fazer isso foi a emissão de uma obrigação convertível (também denominadas de CoCo Bonds nos meios mais profissionais), ou seja, a dívida que, sob certas circunstâncias poderia ser convertida em capital. Em troca do potencial para um maior retorno (se o valor patrimonial aumentaria e o vínculo pode ser convertido em lucro), os investidores aceitariam juros menores no mesmo período. No entanto, este trade-off e seu valor real é discutível, uma vez que o movimento do valor patrimonial da empresa poderia ser imprevisível. Os Bancos de Investimento, em seguida, decidiram acrescentar características de obrigacções convertíveis básicas, tais como o aumento da renda em troca de limites para a convertibilidade do Stock (carteira de acções), ou protecção do principal. Esses recursos extras foram todos baseados em torno de estratégias que os próprios investidores poderiam executar usando opções e outros derivados, excepto aqueles que eram pré-estruturados como um produto. O objectivo era novamente dar aos investidores mais razões para aceitar a menor taxa de juro sobre a dívida em troca de certas características. Por outro lado, a meta para os Bancos de Investimento foi a de aumentar as margens de lucro já que os produtos mais recentes com recursos e características adicionais eram mais difíceis valorizar, de modo que era difícil para os clientes dos bancos verificarem as rendibilidades dos produtos que o Banco de Investimento estaria a fazer (evitando possível conflito de interesses).
Interesse por estes investimentos tem vindo a crescer nos últimos anos devido a alta rendibilidade líquida e investidores de elevada capacidade estão  agora a usar produtos estruturados como forma de diversificação da carteira. Hoje em dia, a gama de produtos é muito grande, e valores mobiliários convertíveis  representam o outro extremo do espectro de produtos (produtos de melhoria de rendimento). Os produtos estruturados também estão disponíveis na chamada gama de cliente de retalho - em especial na Europa, onde correios nacionais, e até mesmo supermercados, vende investimentos/produtos sobre os Estruturados Complexos para os seus clientes.
Abaixo está uma breve descrição de como os produtos estruturados são fabricados.
Combinações de derivados e instrumentos financeiros que cria estruturas que têm risco significativo / retorno e / ou perfis de redução de custos que não podem ser de outro modo viável no mercado. Os produtos estruturados são projectados para fornecer aos investidores investimentos altamente segmentados e vinculados aos seus perfis de risco específicos, requisitos de retorno e as expectativas que tem do mercado.
Estes produtos são criados através do processo de engenharia financeira, ou seja, através da combinação de elementos subjacentes, como acções, obrigações, índices ou commodities, com derivados. O valor dos títulos derivados, como opções, a termo e swaps é determinado pelo (respectivamente, deriva), dos preços dos títulos subjacentes.
O mercado de títulos derivados tem crescido rapidamente nos últimos anos. A principal razão para isso está na função económica dos derivados, que permite a transferência de risco, para uma determinada taxa, de quem a não quer pagar para aqueles que estão dispostos a suportar o risco.

 

Benefícios de Produtos Financeiros Estruturados Complexos podem incluir:

  • Protecção do Principal (dependendo do tipo de produto estruturado)
  • Tratamento fiscal eficiente para investimentos totalmente tributáveis
  • Retornos melhorados dentro de um investimento (dependendo do tipo de produto estruturado)
  • Volatilidade reduzida (ou risco) dentro de um investimento (dependendo do tipo de produto estruturado)
  • A capacidade de obter um retorno positivo em baixa produtividade ou ambientes de mercado adversos

As desvantagens dos Produtos Financeiros Estruturados Complexos podem incluir:

  • Risco de crédito - produtos estruturados são dívida não garantida a partir de bancos de investimento
  • Falta de liquidez - produtos estruturados raramente negociam após a emissão e quem quer vender um produto estruturado antes do vencimento deve esperar para vendê-lo a um desconto significativo
  • Nenhuma divulgação de preços diários - produtos estruturados são preços em uma matriz, não-valor patrimonial líquido. Matriz de preços é, essencialmente, uma abordagem do tipo melhor palpite.
  • altamente complexo - a complexidade dos cálculos de retorno significa que poucos investidores consegue realmente entender como o produto estruturado irá desempenhar em relação a simplesmente possuir o activo subjacente.
Depois desta extensa definição julgo que podemos agora ter uma melhor ideia do que são Produtos Financeiros Estruturados Complexos. Esta definição, não sendo muito técnica pode no entanto ser densa e de nao fácil assimilação pelos leitores menos conhecedores ou informados. No entanto julgo ser acessível o suficiente para veicular a ideia geral e de assim contribuir para o conhecimento, discussão e comentário acerca deste assunto de Literacia Financeira, que tem importância acrescida no nosso tempo e que certamente despertará o interesse de muitos leitores de Língua Portuguesa. Assim seja e cá espero por comentários e discussão.
Referencia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Structured_product

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publicado às 15:48


Tipologia de Contratos

por Nuno Edgar Fernandes, em 19.06.13

No seguimento da entrada anterior passo agora aqui a descrever os tipos de contractos de derivados que existem e/ou sao mais negociados nos mercados financeiros globais:

 

Os principais tipos de contrato derivado são:

  1. A termo - comprador e vendedor se comprometem a comprar ou vender, em data futura, certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro), a um preço fixado na própria data da celebração do contrato. Os contratos a termo somente são liquidados integralmente na data de vencimento, podendo ser negociados em bolsa e no mercado de balcão.
  2. Futuros - contratos em que se estabelece a compra e venda de um ativo a um dado preço, numa data futura. O comprador ou vendedor se compromete a comprar ou vender certa quantidade de um ativo por um preço estipulado, numa data futura. No mercado futuro, os compromissos são ajustados diariamente às expectativas do mercado referentes ao preço futuro do bem, por meio do ajuste diário (mecanismo que apura perdas e ganhos). Os contratos futuros são negociados somente em bolsas.
  3. De opção - contratos que dão a compradores ou vendedores o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo relacionado, em um data futura (data do vencimento da opção), por um preço preestabelecido (o preço de exercício da opção). Tal como num contrato de seguro, o comprador deve pagar um prêmio ao vendedor. Diferentemente dos futuros, o detentor de uma opção de compra (call option) ou de venda (put option) não é obrigado a exercer o seu direito de compra ou venda. Opções do tipo americano podem ser exercidas a qualquer momento, até a data de vencimento;opções do tipo europeu só podem ser exercidas na data de vencimento do contrato. Caso não exerça seu direito, o comprador perde também o valor do prêmio pago ao vendendor.
  4. Swaps - contratos que determinam um fluxo de pagamentos entre as partes contratantes, em diversas datas futuras. Negocia-se a troca (em inglês, swap) do índice de rentabilidade entre dois ativos. Por exemplo: a empresa exportadora A tem uma dívida cujo valor é corrigido pela inflação e prevê que terá dólares em caixa. Portanto, ela pode preferir que sua dívida seja atualizada pela cotação do dólar. Já a empresa B, que só vende no mercado interno, tem um contrato reajustado em dólar, e pode preferir usar outro indexador, tal como a taxa de juros. Então, A e B, interessadas em trocar seus respectivos riscos, poderiam firmar um contrato de swap (diretamente ou mediante a intermediação de uma instituição financeira). O swap, no entanto, implica um certo risco. Variações inesperadas nos indexadores das dívidas podem eventualmente prejudicar um dos signatários, prejudicando o outro. Tal como a operação a termo, a operação de swap é liquidada integralmente no vencimento.
Poderemos acrescentar que o mercado global de derivados tem uma dimensão nocional de cerca de $700 biliões (em Inglês é Trillion) de Dólares, o que é um número absolutamente astronómico (equivalente a infinito para propósitos práticos). Por outro lado há um aspecto destes mercados que é importante e mesmo fulcral para entendermos como funcionam. Estes mercados transaccionam (na sua grande parte mas nao todos!) os seus negócios e contratos fora dos escrutínio e negociação normal de uma Bolsa de Valores (Exchange). São aquilo a que se chama no jargão internacional mercados over-the-counter ou em Português de mercados fora da contabilidade oficial. Como tal são mercados com fraca ou mesmo nenhuma regulação (estas características estão a ser alteradas internacionalmente depois da Crise Financeira de 2007-2010). Este aspecto é especialmente interessante porque a noção que se foi enraizando entre os participantes de que esse facto (a desregulamentação) era a característica essencial para o bom funcionamento e liquidez destes mercados (o que até certo ponto é verdade), revelou-se no entanto altamente paradoxal na Crise de 2007-2010, quando se constatou que a utilização dos contratos em Produtos Financeiros Estruturados Complexos criou problemas gravíssimos de liquidez e de correcta Valorização desses Produtos e mesmo de Portfolios ou Carteiras de dimensão elevada. Como resultado disso temos assistido a esforços internacionais de entidades oficiais (Bancos Centrais, etc.) e mesmo Políticas de regulamentar estes mercados para se evitar situações semelhantes no futuro. No entanto julgo que os progressos, sobretudo do lado da implementação real dessas novas regulamentações tem sido algo lento e difícil.

Referencias:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Derivativo

 

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publicado às 17:24


O que é um Derivado?

por Nuno Edgar Fernandes, em 19.06.13

No seguimento do post de ontem vou então dar inicio a uma série de definições e entradas de Literacia Financeira, Investimentos e Economia& Finanças em Língua Portuguesa. Dedico-me a esta tarefa com fascínio e sentido de missão porque penso que estes assuntos não são devidamente tratados, divulgados e esclarecidos pela nossa intelegentsia, nem pela nossa imprensa, mesmo a especializada, talvez por questões óbvias de viabilidade comercial. Por outro lado, julgo que estas questões, por serem de importância fundamental para o funcionamento da Economia, e portanto de toda a Sociedade necessitam de ser o mais amplamente divulgadas, para que os cidadãos e agentes económicos possam estar bem informados e formados para assim tomarem as melhores decisões. E há ainda a missão  de rejuvenescer a imagem destes domínios e assuntos para assim se proceder a recuperação da boa imagem de actividades e modelos de negócios no âmbito dos serviços financeiros, consultadoria económica e tecnologias de informação e plataformas de serviços variados ligados a estes sectores que desempenham papel central na competitividade de uma Economia moderna para o Sec. XXI. Parece-me que o público em geral em Portugal tem uma percepção algo difusa e não estruturada destes assuntos e qualquer contributo para a melhoria e aprofundamento desta percepção apenas pode ser positivo.

Escolhi para primeiro tópico: a nocao de Derivado.

Um Derivado é um contrato o qual se acorda o compromisso de pagamentos futuros (cash-flows), cujo montante é calculado com base no valor assumido por uma variável, tal como o preço de um outro activo (e.g. uma acção ou commodity (matéria-prima)), a inflação acumulada no período, a taxa de câmbio, taxa básica de juros ou qualquer outra variável dotada de significado económico. Derivados recebem esta denominação porque seu preço de compra e venda deriva do preço de outro ativo, denominado ativo-objecto.

No início do desenvolvimento dos mercados financeiros, os derivados foram criados como forma de proteger os agentes económicos (produtores ou comerciantes) contra os riscos decorrentes de flutuações de preços, durante períodos de escassez ou superprodução do produto negociado, por exemplo.

Atualmente, no entanto, a ideia básica dos agentes económicos, ao operar com derivados, é obter um ganho financeiro nas operações de forma a compensar perdas em outras atividades económicas. Desvalorização cambial e variações bruscas nas taxas de juros são exemplos de situações que já ocorreram na economia, nas quais os prejuízos foram reduzidos ou até se transformaram em ganhos para os agentes económicos que protegeram os seus investimentos realizando operações com derivados.

Entre os derivados mais populares encontram-se as opções e, sobre estas, existem diversos modelos teóricos de valorização. Dentre estes modelos, um dos mais difundidos é o Modelo de Black & Scholes, publicado por Robert C. Merton e denominado em honra Fischer Black e Myron Scholes, cuja formulação rendeu o Nobel de Economia aos seus autores, Merton e Scholes (Black já tinha falecido quando o prémio foi dado). Os mercados futuros e de opções são extremamente importantes no mercado financeiro. Utilizados por hedgersespeculadores e arbitradores, a sua formação de preços deriva de mercadorias e de ativos financeiros.


Como nota final queria voltar a destacar a importancia dos Derivados nos Mercados Financeiros contemporâneos globalizados, principalmente como ferramenta de Gestão de Risco Financeiro. Esta definição é particularmente importante no contexto de discussão á volta de recentes polémicas em Portugal como a questão das Swaps, ou a utilização generalizada dos Derivados em outras operações que envolvem Parceria Público-Privadas (PPP) ou na Gestão de fluxos de caixa nas mais variadas instituições e empresas, com destaque óbvio para as do sector financeiro.


Referencia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Derivado


ps: nao pude evitar o azul dos hiperlinks do artigo original da Wikipédia. Pelo possível incómodo peco eventual desculpa.

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publicado às 16:19


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