Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Forum de discussão sobre assuntos gerais de Portugal com especial enfoque em questões Executivas, Empresariais, Políticas e de Sociedade ou Filosofia.
Este post reproduz uma partilha em páginas pessoais no Facebook. Comenta texto, ensaio de Maria de Fátima Bonifácio no Observador que é muito bom e de leitura recomendável. Mudou a minha errada percepção de que em Portugal nunca tenha existido o verdadeiro Liberalismo, de carácter sobretudo Político mas que é também capaz de ter conotações com o Liberalismo de teor mais Económico/Social. Mas como em tudo em Portugal até mesmo essa suposta Cultura Política semi-liberal - talvez por um Sec. XIX fortemente influenciado nas nossas elites pelo Liberalismo Anglo-Saxónico - foi sempre vivida de forma muito ténue, tímida e incapaz de verdadeiramente ser uma força a ter em conta na Sociedade em geral. Importante a reflexão de como a excessiva influencia da Igreja Católica tenha sido em parte responsável pela Sociedade nunca ter conseguido evitar o Estatismo que acabou por se radicalizar no Salazarismo, que não por acaso sempre se deu muito bem com a Instituição religiosa. Não devemos esquecer que as Sociedades Europeias mais avançadas são laicizadas há pelo menos 400 anos.... !!
" Sá Carneiro levou cinco anos a relegitimar a direita, mas uma direita social-democrata, progressista, e tão envergonhada – e fraca – que se prestou a assinar (excepto o CDS) a absurda Constituição de 1976, que pretendia amarrar todo o País, toda a gente, ao rumo para o socialismo sob tutela militar. Após as duas mais importantes revisões constitucionais, 1982 e 1989, continuamos com uma Constituição que consagra um fortíssimo estatismo bem como um sem número de imposições programáticas destinadas a forçar uma orientação governativa socialista. Em Portugal, em 2015, ainda só há licença para ser de esquerda. Não admira. A verdadeira direita, que era a do Estado Novo, não teve, como não teve outrora o miguelismo, a oportunidade histórica de se aggionare – ao contrário da direita franquista em Espanha. Aqui, Franco, desembaraçado da questão colonial, pôde abrir o caminho a Adolfo Suárez, que conduziu uma transição pacífica para um regime democrático em que cabia toda a gente. Em Portugal, a revolução, como sempre acontece, bloqueou toda a possibilidade de diálogo com os vencidos e fechou-lhes as portas do novo regime. Décadas depois de Abril, alguém de direita ainda causa espanto e indignação."
Este texto, ensaio de Maria de Fátima Bonifácio no #Observador é muito bom e de leitura recomendável. Mudou a minha...
Posted by Portugal Contemporâneo on Thursday, June 4, 2015Nota de rodapé: não tendo a completa certeza de que a palavra "Estatismo" exista no vocabulário da Língua Portuguesa optei por colocar o título entre aspas e verificar posteriormente.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.