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Estudos sobre Felicidade. Caso Português e comparações.

por Nuno Edgar Fernandes, em 09.06.15

Republico aqui post em página pessoal no meu Facebook sobre o tópico da Felicidade.

Foi com interesse e prazer que assisti ontem na RTP1 a um debate sobre o tópico da Felicidade. Gostei e pude ouvir diversos testemunhos e opiniões sobre um assunto reconhecidamente controverso e onde a subjectividade individual tem sempre um importante papel, até para que se distinga melhor o trigo do joio. No entanto gostaria também de referir que os dados que têm vindo a Público de estudos feitos sobre o tópico da Felicidade e do bem-estar a nível Internacional não são muito abonatórios para Portugal e a sua Sociedade.

Reconheço, e para voltar a acentuar o carácter relativo e subjectivo de tópicos com este, que a margem de erro ou diferenciadas perspectivas sobre a Felicidade e o bem-estar têm de ser sempre tidas em conta. Mas gostaria de focar em algo que foi aflorado no debate mas que não terá sido explicitado. Talvez um dos factores que informa de forma vincada a forma como os referidos estudos Internacionais são efectuados acabam por ter algo a ver, na minha opinião, com um traço Cultural e quiçá Antropológico que pode ser importante para a Felicidade e o bem-estar: uma forte Ética para o aperfeiçoamento da nossa mais íntima Condição Humana, sem sacrificar a nossa óbvia Natureza gregária e Social e cair em abjecto Individualismo.

Talvez então não nos deveríamos surpreender de confirmar que os Países e Culturas como as do Norte da Europa apresentem os melhores índices de bem-estar, mesmo que se verifiquem fenómenos parias como a Venezuela ou Brasil poderem estar à frente de Portugal ou Espanha nestes índices mas isso poderá dever-se a outros factores de componente subjectiva explícita que entram nos Estudos. Nesses Países a forte Ética de aperfeiçoamento da nossa Condição é uma clara evidência.

Portanto se e como pudermos instigar em Sociedades como a Portuguesa uma Ética para o aperfeiçoamento, que chega de forma mais efectiva e profunda a todos, e nomeadamente àqueles que mais responsabilidade têm e que em melhor posição poderão estar para decidir por eles e também com influência na vida dos outros, então a partir daí estaremos melhor preparados para subir uns lugares nos rankings de todos os Estudos Internacionais sobre esta matéria.

 

Foi com interesse e prazer que assisti ontem na RTP1 a um debate sobre o tópico da Felicidade. Gostei e pude ouvir...

Posted by Portugal Contemporâneo on Tuesday, June 9, 2015

 

 

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publicado às 13:54



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