urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimatoPortugal o seu Tempo e o MundoForum de discussão sobre assuntos gerais de Portugal com especial enfoque em questões Executivas, Empresariais, Políticas e de Sociedade ou Filosofia.oultimato2017-09-02T15:03:48Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:9234Nuno Edgar Fernandes2017-09-02T15:42:00Portugal o seu Tempo e o Mundo2017-09-02T15:03:48Z2017-09-02T15:03:48Z<p style="text-align: justify;">Passaram cerca de 18 meses desde o meu último <em>Pos</em>t neste Blogue que agora decidi denominar de Portugal, o seu Tempo e o Mundo. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Esta decisão procede de ter constado que o anterior Blogue que servia de web-site de referência à minha página do <em>Facebook</em> e que se chamava Portugal Contemporâneo, não estar a ser um nome apropriado. Já havia percebido por mim próprio que este não era um nome original. No entanto decidi manter esse nome por tempo indeterminado. Chegou agora o tempo de mudar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O Ultimato - anterior nome deste Blogue - também me pareceu ser uma designação fora de tempo e de espírito. Portugal - porventura de forma incerta e sem convicção sólida... -, já não precisará de ultimatos sobretudo da mesma natureza do famigerado aviso Britânico às pretensões Portuguesas na África austral do fim do Séc. XIX.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Mas certamente Portugal precisa e precisará sempre de quem o projecte, o divulgue e o enquadre no mundo acelerado em que actualmente vivemos. O nosso (e meu...já agora) País vive num tempo de aceleração diferente desse Mundo a que me refiro. No entanto está também atento. Ou deverá estar ainda muito mais atento. Essa é a missão deste Blogue. Estar atento às dinâmicas que mais interessam a Portugal. Divulgar, sobre elas pensar aprofundadamente e densamente; sobre elas verter novas luzes e perspectivas. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sempre na esperança de que Portugal, o seu Tempo e o Mundo possam estar de perto e de mão dadas para um futuro melhor. O leitor e demais audiência estão para isso de novo calorosamente convidados. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:9153Nuno Edgar Fernandes2016-01-24T17:51:00Espectros Políticos ou o fim das Ideologias ?2016-01-24T17:51:52Z2016-01-24T17:51:52Z<p>Mais uma vez em <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/" target="_blank">Portugal Contemporâneo</a>:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, também por vezes aceitei ou concordei com algumas daquelas crenças que são alvo da crítica dura por parte de Pacheco Pereira. Mesmo que por disposição ou tendência natural tenha por essas posições uma posição neutra ou de simpatia, não me revejo em crenças e Políticas de assumidos enviesamentos ultra ' Capitalismo Selvagem', para usar expressão que se torne inteligível por todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas por outro lado não considero que haja, em Portugal, um sério problema ideológico com a chamada Direita moderada, ou mesmo um qualquer processo de radicalização desse espectro Político. Fico com a sensação de que Pacheco Pereira justifica as suas crenças a partir de uma perspectiva excessivamente intra-partidária e da qual tem experiência vasta, que não será a perspectiva mais abrangente sobre o que realmente pensam os Portugueses de boa consciência sobre o que se está ou vai passar nas questões de poder Político no futuro. E vaticino o mesmo para a Europa e a zona Euro, embora aí sim os processos políticos descritos por Pacheco Pereira possam vir a concretizar-se se entretanto acontecer o pior....</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1110494828970506">
<p>Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, també...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1110494828970506">Saturday, January 16, 2016</a></blockquote>
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<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:8814Nuno Edgar Fernandes2016-01-16T17:41:00Espectros Políticos ou o fim das Ideologias ?2016-01-16T17:46:08Z2016-01-24T17:51:48Z<p>Mais uma vez em <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/" target="_blank">Portugal Contemporâneo</a>:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, também por vezes aceitei ou concordei com algumas daquelas crenças que são alvo da crítica dura por parte de Pacheco Pereira. Mesmo que por disposição ou tendência natural tenha por essas posições uma posição neutra ou de simpatia, não me revejo em crenças e Políticas de assumidos enviesamentos ultra ' Capitalismo Selvagem', para usar expressão que se torne inteligível por todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas por outro lado não considero que haja, em Portugal, um sério problema ideológico com a chamada Direita moderada, ou mesmo um qualquer processo de radicalização desse espectro Político. Fico com a sensação de que Pacheco Pereira justifica as suas crenças a partir de uma perspectiva excessivamente intra-partidária e da qual tem experiência vasta, que não será a perspectiva mais abrangente sobre o que realmente pensam os Portugueses de boa consciência sobre o que se está ou vai passar nas questões de poder Político no futuro. E vaticino o mesmo para a Europa e a zona Euro, embora aí sim os processos políticos descritos por Pacheco Pereira possam vir a concretizar-se se entretanto acontecer o pior....</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1110494828970506">
<p>Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, també...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1110494828970506">Saturday, January 16, 2016</a></blockquote>
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<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:8677Nuno Edgar Fernandes2016-01-15T12:09:00Presidenciais 2016 - Marcelo e o seu Portugal 2016-01-15T12:25:59Z2016-01-24T17:48:41Z<p style="text-align: justify;">Reproduzo aqui um <a href="http://observador.pt/especiais/marcelo-entrevista-pensar-2-3-4-5-vezes-no-dizer/" target="_blank">post</a> recente em <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/" target="_blank">Portugal Contemporâneo</a>. Para quem gosta de o <a href="http://oultimato.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Ultimato</a>. <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HAPPY.png" alt="" width="24" height="24" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existem várias coisas que me agradam em Marcelo Rebelo de Sousa. Uma mente brilhante, rápida e esclarecida como poucas, de nível muito para lá do que estamos habituados em Portugal. É um profundo conhecedor de questões Constitucionais, legais e Legislativas, nas quais é reputado especialista como se sabe; tem sido alguém que acompanha muito de perto a Política Portuguesa e foi mesmo inovador no tempo pré-Revolucionário em Análise e Filosofia Política, num País que na altura, tal como hoje (por estes dias com mais ... valha a verdade), sem Cultura Política e adequados níveis Cívicos e de participação Política para uma decente Democracia -- sem referir o que quer que seja na questão dos conhecimentos necessários e literacia para poder perceber o que pensava o Professor nessa altura... --; analisa como poucos com quase perfeita qualidade psicanalítica o estado de espírito e as manobras das mais variadas personalidades e percebe e sente a actualidade Política como ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi líder partidário, o que é mais valia para se conhecer melhor o País político e as suas idiossincrasias e defeitos, que são muitos, mas que sempre deu a impressão de os ignorar ou não perceber, o que talvez explique que não tenha tido o sucesso eleitoral noutras contendas, tal como desejava. Mas foi sempre hábil e com capacidade para separar o que deveria ser separado e ser coerente com os seus valores, mesmo que as opiniões se possam dividir neste ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas no entanto o que mais me desagrada em tudo isto é que isto não chega para se ser Presidente da República. Para mim o Presidente da República tem de ter uma visão, repito Visão, para o País e tem de a tornar clara... Visão não é querer intrometer-se em questões Governativas e executivas. Mas é ter aquela influência que tem peso, que mexe, que avisa, que promove os melhores contextos, que tem substância.</p>
<p style="text-align: justify;">Posso ser e ter uma Mente brilhante e rápida. Mas quero-a também cheia de Vida e que dá a impressão de que dá essa Vida (de forma metafórica como é óbvio) ao seu Povo...</p>
<p style="text-align: justify;">Digo tudo isto mesmo confessando que é nele que voto, porque não vejo mais nada para além do que referi nos que estão a ser os seus desafiantes.</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1109825199037469">
<p>Existem várias coisas que me agradam em Marcelo Rebelo de Sousa. Uma mente brilhante, rápida e esclarecida como poucas,...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1109825199037469">Friday, January 15, 2016</a></blockquote>
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<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:8258Nuno Edgar Fernandes2015-12-19T17:52:00Os casos do Sistema Financeiro português: o Banif2015-12-19T17:59:01Z2015-12-19T18:05:02Z<p>Mais um re-post aqui no<a href="http://oultimato.blogs.sapo.pt/" target="_blank"> Ultimato</a> de <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/" target="_blank">Portugal Contemporâneo</a>:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Uma opinião que compartilho. Um traço comportamental e cultural de Portugal, que corrompe muito da capacidade do País ser mais próspero: mesquinhez e inveja em relação aquilo que o vizinho do lado tem ou não tem. Os problemas destas questões não se esgotam em casos particulares, e é especialmente grave e destrutivo quando é um problema generalizado na Sociedade, instigado por insuspeitos e Cultivado por ignorantes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<blockquote>
<p>' A vida e a obra de Horácio Roque constituem um exemplo. Um verdadeiro empreendedor, sem medo de arriscar e com visão para criar riqueza. Num país onde há muita inveja em relação a quem tem dinheiro, é importante sublinhar que a criação de riqueza beneficia milhares de pessoas. Os investimentos de Horácio Roque criaram dezenas de milhares de postos de trabalhos e ajudaram milhares de pessoas a viverem melhor e também elas a criar riqueza. A admiração e o apreço que os trabalhadores tinham por Horácio Roque testemunham a sabedoria com que geria as suas empresas. Ao contrário do que afirmam certas ideologias radicais, os empresários e os trabalhadores sentem-se bem próximos uns dos outros. '</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1095220600497929">
<p>Uma opinião que compartilho. Um traço comportamental e cultural de Portugal, que corrompe muito da capacidade do País...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1095220600497929">Saturday, December 19, 2015</a></blockquote>
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</blockquote>
<p> </p>
<p><a href="http://observador.pt/opiniao/horacio-roque-sistema-financeiro-portugues/" target="_blank">Horácio Roque e o sistema financeiro português</a></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:8130Nuno Edgar Fernandes2015-11-10T11:08:00Categorias políticas e a inovação institucional2015-11-10T11:11:13Z2015-11-10T11:33:12Z<p>Republico hoje o Post que ontem publiquei em <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a>:</p>
<p>Apesar da minha defesa e demonstração de apreço por ideias políticas de direita devo dizer que não possuo nenhuma militância política nem pretendo algum dia vir a ter, salvo a excepção de acontecimentos ou circunstâncias -- assaz improváveis -- que possam fazer-me mudar o que quer que seja este estado de coisas. <br />No entanto não posso deixar de sublinhar que aquela posição é manifestamente de tom moderado e na realidade a minha posição e tendência é mais ao centro do centro do espectro político, o que me dá espaço para inclusive sublinhar a visão de conceitos que refutam estas categorias políticas, que apesar de ainda terem alguma relevância, não as auguro um futuro muito risonho, e julgo que o mais importante seria que o debate em Política se centrasse mais em categorias como o Liberalismo Clássico (como aquele que parece emergir das recentes eleições no Canadá), o liberalismo de cariz "americanizado" que para nós Europeus estaria mais perto do que chamamos o Centro-esquerda moderado, o Conservadorismo Clássico de pendor Centro-direita e que pode ser mais ou menos moderado, o Conservadorismo de esquerda e extrema esquerda que entre nós tem no PCP e noutros fiéis militantes os principais representantes, os anarco-sindicalismos e Esquerdas novas que não são fáceis de categorizar e que pela qual não consigo ter nenhum sentimento concreto a não ser o melhor respeito por pessoas e pelas suas convicções (tenho mesmo a impressão de que muitas destas pessoas são muitíssimo bem educadas e intencionadas..); e por fim talvez no futuro a emergência de novas categorias que seriam amplamente bem-vindas, se as mesmas surgissem num ambiente de inovação conceptual e institucional, que é desejada e para a qual pessoas como eu teriam amplo gosto em ser assíduo "contribuinte líquido", talvez apenas só numa vertente imaterial...<br />Tudo isto vem a propósito de desejar a qualquer Governo que se venha a estabelecer em Portugal, que tenha a melhor das sortes e que possa com seriedade responder aos problemas e desafios deste velho e Histórico País de gente simples, mas que a tempos é corajosa e capaz.... E, para mim, na frente das prioridades para Portugal é de facto ter uma Economia digna desse nome e com um verdadeiro "outlook" de Séc. XXI, mais competitiva, mas sobretudo, e porque este é o problemas dos problemas mais PRODUTIVA. Tudo o que possa fazer da Economia portuguesa mais produtiva é bem vindo. E a produtividade de que falo é a produtividade de factores totais, e não só a do factor trabalho, aliás a mais importante é mesmo a produtividade do factor Capital. Portanto qualquer Governo que se estabeleça, tenha ele a cor que tiver, tenha a estrutura que o sustente aquela que tenha, tem de saber responder a este problema essencial: como vamos tornar Portugal mais competitivo e capaz de atrair o tipo de factor de produtividade que realmente conta: o Capital e investimento produtivo...<br />Se esse Governo fosse mais à direita ou mais à esquerda, se tivesse sucesso nesse desiderato, teria todo o meu apoio...</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1076471079039548">
<p>Francamente o que tenho na minha mente neste momento é isto (é a pergunta que está na caixa de posts do Facebook, que...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1076471079039548">Monday, November 9, 2015</a></blockquote>
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<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:7839Nuno Edgar Fernandes2015-10-30T12:05:00O Caso do Gestor de Fundos Canadiano e a Dívida Pública Portuguesa2015-10-30T12:14:46Z2015-10-30T12:15:51Z<p>Gostaria de reencaminhar hoje aqui mais um Post na minha Página do Facebook, <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/?fref=nf" target="_blank">Portugal Contemporâneo</a>, que tem granjeado um número crescente de apreciadores, graças, e desde já com agradecimento especial, a um dos meus amigos nessa rede social que me tem ajudado à sua promoção.</p>
<p> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><a class="media-link" title="17401879_770x433_acf_cropped1.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/nunoimage1/fotos/?uid=6uLRzCwJ8JtpQGJQ9kcL"><img style="padding: 10px 10px;" title="17401879_770x433_acf_cropped1.jpg" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B15041ce0/18959182_1NJ63.jpeg" alt="17401879_770x433_acf_cropped1.jpg" width="500" height="281" /></a></p>
<p> </p>
<p><a href="http://observador.pt/2015/10/29/gestor-internacional-acusado-de-manipular-e-ganhar-com-divida-portuguesa/" target="_blank">Portugal acusa gestor formado em Harvard de manipular dívida. E exige 820 mil euros</a></p>
<blockquote>
<p>Este artigo impressionou-me por vários motivos. Mas o principal, e que até à data julgava de forma informal e descontraída é este: os artigos escrito em Blogues ou Websites, com ampla audiência e por respeitados académicos poder mesmo ter consequências materiais concretas, e ser passível de responsabilização criminal.</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1071852819501374">
<p>Este artigo impressionou-me por vários motivos. Mas o principal, e que até à data julgava de forma informal e descontraí...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1071852819501374">Friday, October 30, 2015</a></blockquote>
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<p> </p>
</blockquote>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:7558Nuno Edgar Fernandes2015-10-10T16:50:00A crise Política (institucional) em Portugal versão Outubro de 2015 2015-10-10T15:54:08Z2015-11-06T15:00:46Z<p style="text-align: justify;">Quando em Dezembro de 2005 decidi sair de Portugal e emigrar para a Inglaterra não fazia ainda ideia, até por não me interessar muito por questões políticas na altura, de factos relativos à qualidade institucional na Política portuguesa. Na altura o que me interessava era escapar de uma terrível crise económica e social e de um discurso e retórica profundamente desagradáveis e negativas, procurar melhores condições de vida e de emprego e uma outra perspectiva do Mundo e de tudo. Vivia e sentia confusão perante o que sentia ser uma rota algo caótica e desadequada da Sociedade e Economia Portuguesa de então; francamente o crepúsculo da anterior desejada estabilidade já estava presente e se sentia por todo o lado...<br />No entanto essa minha experiência internacional vincou, aprofundou e inclusive mudou para pior a impressão de desajuste que naquela altura sentia. Fiquei sempre algo chocado com a imagem internacional do País, sobretudo quando visto sob a perspectiva dos Países mais avançados da Europa; em Inglaterra esta zona do Mundo é a Espanha e o seu retalho de Países que realmente conta... Em Outubro de 2009 não vivia portanto em Portugal e seria para mim difícil ajuizar correctamente a esta distância como estava o País, até porque eram parcas as vezes em que procurava inteirar-me, e por outro lado nem muito interessado estava vivendo como vivia num País de matriz Global e onde solicitações informativas são muitas e por muitos outros caminhos. Mas o que hoje posso constatar, depois de em Junho de 2011 ter para cá regressado é que a situação do País já era de facto então muito grave e que a derrocada e lamentável caminho para a fragilização institucional já estava em pleno curso.<br />Tudo isto vem a propósito de endereçar parabéns a mais uma excelente reflexão sobre a Política portuguesa e a sua actual situação por <a class="profileLink" href="https://www.facebook.com/andreazevedoalves">André Azevedo Alves</a> no <a class="_58cn" href="http://observador.pt/opiniao/coligacoes-perigosas/" target="_blank"><span class="_58cl"></span><span class="_58cm">Observador</span></a>, em que de forma lúcida e equilibrada nos diz que o País está efectivamente numa encruzilhada, e que agora em Outubro de 2015 a crescente fragilidade institucional, de regime e sistema político poderá ter contornos de ruptura. Ninguém de bom senso o deseja, como é óbvio, no entanto será nestas alturas que lideranças fortes, responsáveis e à devida altura das exigências se exige que surjam; e que saibam serenamente interpretar devidamente os resultados da Eleições de 4 de Outubro que não me parece que tenham sido tão ambíguas como isso...</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><a class="media-link" title="Portugal Contemporâneo" href="http://fotos.sapo.pt/nunoimage1/fotos/?uid=8Le6OOjBZ4onlPmzMuI8"><img style="padding: 10px 10px;" title="Portugal Contemporâneo" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bae084eb0/18898492_yqDjZ.jpeg" alt="Portugal Contemporâneo" width="500" height="355" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">A esse propósito gostaria apenas de referir que poderemos, talvez devemos, assistir desta vez em Portugal à confirmação de que os Governos maioritários não são necessariamente os melhores Governos, vistas as circunstâncias e tempos diferentes, e que o precedente do anterior Governo demonstrou, com as repetidas iniciativas legislativas a serem inúmeras vezes questionadas quer pelo Presidente da República quer rejeitadas em sede de Tribunal Constitucional. Talvez em vez de se questionar a Constituição, mesmo que com alguns retoques o enquadramento e espírito da Lei Fundamental pudessem ser renovados, estes novos tempos Políticos exigem a todos os agentes políticos a capacidade de chegar a compromissos e atitudes irredutivelmente conciliadoras e não confrontadoras. Não deixa de ser curioso que a resposta dos agentes Políticos perante resultados eleitorais ambíguos seja a polarização e o radicalismo.... <br />Mas provavelmente só é curioso para quem olha de fora e não sente o sistema por dentro.</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1063407167012606">
<p>Quando em Dezembro de 2005 decidi sair de Portugal e emigrar para a Inglaterra não fazia ainda ideia, até por não me...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1063407167012606">Saturday, October 10, 2015</a></blockquote>
</div>
</div>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:7176Nuno Edgar Fernandes2015-06-09T13:54:00Estudos sobre Felicidade. Caso Português e comparações.2015-06-09T13:02:41Z2015-06-10T10:16:31Z<p style="text-align: justify;">Republico aqui <em>post</em> em página pessoal no meu <a href="https://www.facebook.com/nunoedgar.fernandes" target="_blank">Facebook</a> sobre o tópico da Felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi com interesse e prazer que assisti ontem na <a href="http://www.rtp.pt/programa/tv/p31412/e18" target="_blank">RTP1</a> a um debate sobre o tópico da Felicidade. Gostei e pude ouvir diversos testemunhos e opiniões sobre um assunto reconhecidamente controverso e onde a subjectividade individual tem sempre um importante papel, até para que se distinga melhor o trigo do joio. No entanto gostaria também de referir que os dados que têm vindo a Público de estudos feitos sobre o tópico da Felicidade e do bem-estar a nível Internacional não são muito abonatórios para Portugal e a sua Sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconheço, e para voltar a acentuar o carácter relativo e subjectivo de tópicos com este, que a margem de erro ou diferenciadas perspectivas sobre a Felicidade e o bem-estar têm de ser sempre tidas em conta. Mas gostaria de focar em algo que foi aflorado no debate mas que não terá sido explicitado. Talvez um dos factores que informa de forma vincada a forma como os referidos estudos Internacionais são efectuados acabam por ter algo a ver, na minha opinião, com um traço Cultural e quiçá Antropológico que pode ser importante para a Felicidade e o bem-estar: uma forte Ética para o aperfeiçoamento da nossa mais íntima Condição Humana, sem sacrificar a nossa óbvia Natureza gregária e Social e cair em abjecto Individualismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez então não nos deveríamos surpreender de confirmar que os Países e Culturas como as do Norte da Europa apresentem os melhores índices de bem-estar, mesmo que se verifiquem fenómenos parias como a Venezuela ou Brasil poderem estar à frente de Portugal ou Espanha nestes índices mas isso poderá dever-se a outros factores de componente subjectiva explícita que entram nos Estudos. Nesses Países a forte Ética de aperfeiçoamento da nossa Condição é uma clara evidência.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto se e como pudermos instigar em Sociedades como a Portuguesa uma Ética para o aperfeiçoamento, que chega de forma mais efectiva e profunda a todos, e nomeadamente àqueles que mais responsabilidade têm e que em melhor posição poderão estar para decidir por eles e também com influência na vida dos outros, então a partir daí estaremos melhor preparados para subir uns lugares nos rankings de todos os Estudos Internacionais sobre esta matéria.</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1003391283014195">
<p>Foi com interesse e prazer que assisti ontem na RTP1 a um debate sobre o tópico da Felicidade. Gostei e pude ouvir...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1003391283014195">Tuesday, June 9, 2015</a></blockquote>
</div>
</div>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:7119Nuno Edgar Fernandes2015-06-04T19:01:00Liberalismo e "Estatismo": Portugal sem Direita Democrática2015-06-04T18:07:15Z2015-06-18T16:57:40Z<p>Este <em>post</em> reproduz uma partilha em páginas pessoais no<a href="https://www.facebook.com/nunoedgar.fernandes" target="_blank"> Facebook</a>. Comenta texto, <a href="http://observador.pt/opiniao/o-apagao-da-direita-em-portugal/" target="_blank">ensaio</a> de Maria de Fátima Bonifácio no<a href="http://observador.pt/" target="_blank"> Observador</a> que é muito bom e de leitura recomendável. Mudou a minha errada percepção de que em Portugal nunca tenha existido o verdadeiro Liberalismo, de carácter sobretudo Político mas que é também capaz de ter conotações com o Liberalismo de teor mais Económico/Social. Mas como em tudo em Portugal até mesmo essa suposta Cultura Política semi-liberal - talvez por um Sec. XIX fortemente influenciado nas nossas elites pelo Liberalismo Anglo-Saxónico - foi sempre vivida de forma muito ténue, tímida e incapaz de verdadeiramente ser uma força a ter em conta na Sociedade em geral. Importante a reflexão de como a excessiva influencia da Igreja Católica tenha sido em parte responsável pela Sociedade nunca ter conseguido evitar o Estatismo que acabou por se radicalizar no Salazarismo, que não por acaso sempre se deu muito bem com a Instituição religiosa. Não devemos esquecer que as Sociedades Europeias mais avançadas são laicizadas há pelo menos 400 anos.... !!</p>
<blockquote>
<p>" Sá Carneiro levou cinco anos a relegitimar a direita, mas uma direita social-democrata, progressista, e tão envergonhada – e fraca – que se prestou a assinar (excepto o CDS) a absurda Constituição de 1976, que pretendia amarrar todo o País, toda a gente, ao rumo para o socialismo sob tutela militar. Após as duas mais importantes revisões constitucionais, 1982 e 1989, continuamos com uma Constituição que consagra um fortíssimo estatismo bem como um sem número de imposições programáticas destinadas a forçar uma orientação governativa socialista. Em Portugal, em 2015, ainda só há licença para ser de esquerda. Não admira. A verdadeira direita, que era a do Estado Novo, não teve, como não teve outrora o miguelismo, a oportunidade histórica de se aggionare – ao contrário da direita franquista em Espanha. Aqui, Franco, desembaraçado da questão colonial, pôde abrir o caminho a Adolfo Suárez, que conduziu uma transição pacífica para um regime democrático em que cabia toda a gente. Em Portugal, a revolução, como sempre acontece, bloqueou toda a possibilidade de diálogo com os vencidos e fechou-lhes as portas do novo regime. Décadas depois de Abril, alguém de direita ainda causa espanto e indignação."</p>
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<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1000152366671420">
<p>Este texto, ensaio de Maria de Fátima Bonifácio no #Observador é muito bom e de leitura recomendável. Mudou a minha...</p>
Posted by <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar">Portugal Contemporâneo</a> on <a href="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1000152366671420">Thursday, June 4, 2015</a></blockquote>
<blockquote cite="https://www.facebook.com/LusoEdgar/posts/1000152366671420">Nota de rodapé: não tendo a completa certeza de que a palavra "Estatismo" exista no vocabulário da Língua Portuguesa optei por colocar o título entre aspas e verificar posteriormente.</blockquote>
</div>
</div>
<p> </p>
</blockquote>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:6806Nuno Edgar Fernandes2015-04-27T19:45:00Novamente a Natalidade: com dados empíricos2015-04-27T18:47:05Z2015-04-27T18:49:14Z<p style="text-align: justify;">No seguimento do meu <a href="http://oultimato.blogs.sapo.pt/no-portugal-contemporaneo-debate-se-6393" target="_blank">recente <em>post</em></a> em que comentei a participação da Mulher no mercado de trabalho volto hoje ao tema; no <em>post</em> referi que não estava apoiado em dados empíricos. No entanto <a href="http://progress.unwomen.org/en/2015/" target="_blank">este relatório da ONU</a> que hoje veio a <a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=823822&tm=7&layout=121&visual=49" target="_blank">público</a> corrobora a minha intuição: um aumento importante da participação das mulheres nos mercados de trabalho em Portugal nas últimas décadas. Gostaria mesmo assim de poder saber do impacto desta evidência no processo de tomada de decisão de muitas mulh<span class="text_exposed_show">eres a terem o primeiro filho ou um nascimento adicional - este último ponto parece-me decisivo no impacto nos índices de Natalidade.</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><a class="media-link" title="phpThumb.php.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/nunoimage1/fotos/?uid=MsuDV5HH3wrypzuKsfy5"><img style="padding: 10px 10px;" title="phpThumb.php.jpg" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Ba706bd1d/18322207_cpfoM.jpeg" alt="phpThumb.php.jpg" width="500" height="273" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt;">Foto: <em>Reuters</em><br /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="text_exposed_show"><br /> Posto isto não posso deixar de aceitar que o impacto e o efeito na Natalidade poderão ser claramente negligenciáveis, e no mesmo relatório existem casos de Países com aumentos ainda mais significativos da participação de mulheres no mercado de trabalho e no entanto os níveis de Natalidade estabilizaram ou poderão mesmo ter aumentado, como é o caso do Brasil. Talvez o problema seja mesmo mais explicável por factores orgânicos/naturais e/ou Biológicos, e não tanto Culturais ou Económicos:</span></p>
<p> </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span class="text_exposed_show"> Mas os dados mostram que o sexo feminino está mais representado no mercado laboral. Em 1990 a taxa de participação laboral das mulheres era de 49 por cento e em 2013 passou para os 55 por cento. Em sentido contrário, a taxa masculina baixou dos 72,3 por cento para os 66,2 por cento. <br /></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span class="text_exposed_show">A taxa de participação laboral subiu de forma expressiva entre 1990 e 2013: de 44, 6 por cento para os 59, 4 por cento. Um crescimento quase três vezes superior ao registado em Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
</blockquote>
<p><a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=823822&tm=7&layout=121&visual=49" target="_blank"><span class="text_exposed_show"><span style="font-size: 10pt;">Fonte da foto</span>: </span><span style="font-size: 10pt;">Mulheres portuguesas trabalham quatro vezes mais tempo em casa do que os homens</span></a></p>
<header>
<div class="grid_8"> </div>
</header>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:6467Nuno Edgar Fernandes2015-04-24T17:33:00Da TAP - "momentos económicos" 12015-04-24T16:35:18Z2015-04-24T16:41:35Z<p style="text-align: justify;">O Prof. Pedro Pita Barros, prof. de Economia na Nova School of Business & Economics escreve no seu <a href="https://momentoseconomicos.wordpress.com/" target="_blank">Blog</a> " Momentos Económicos" peças de reflexão sobre assuntos económicos variados e com conhecimento de causa. </p>
<p style="text-align: justify;">Sendo especialista em Economia da Saúde será normal por lá encontrarmos mais vezes <em>posts</em> desse tópico. No entanto também por lá se pode encontrar algumas jóias para reflexão económica noutros domínios, com rigor e qualidades académicas indiscutíveis, sem que deixemos de notar que procuram ser opiniões substanciadas por evidência empírica ou argumentadas com visões devidamente balanceadas com outras contraditórias e/ou alternativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente o Prof. Pita Barros iniciou uma espécie de périplo pelas Empresas Portuguesas que para ele têm relevância -, não só mediática mas também como é óbvio económica - a que chamou série " empresas portuguesas". Uma das <a href="https://momentoseconomicos.wordpress.com/2015/04/22/da-serie-empresas-portuguesas-tap/" target="_blank">últimas entradas é acerca da TA</a>P, e reproduzo parte do <em>post</em> aqui hoje porque me parece que o principal do critério científico e qualidade de análise que acima descrevi corroboram a mesma visão que tenho do que se tem estado a passar na Empresa aérea portuguesa e nos ajuda, e muito, a confirmarmos o porquê de tantas maleitas e problemas na Economia Portuguesa persistirem por anos a fio. Como gostaria que em Portugal nos movêssemos muito mais depressa para o debelar deste tipo de problemas que atrasam e prejudicam uma Economia já de si frágil:</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><a class="media-link" title="cropped-img_2469.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/nunoimage1/fotos/?uid=91oBVIIiFTLj5Yb2b7zi"><img style="padding: 10px 10px;" title="cropped-img_2469.jpg" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Be714931e/18303805_AJnYd.jpeg" alt="cropped-img_2469.jpg" width="500" height="211" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <span style="font-size: 8pt;">Prof. Pedro Pita Barros (fonte: <a href="https://momentoseconomicos.wordpress.com/" target="_blank">Momentos Económicos....e não só</a>)</span></p>
<blockquote>
<h1 class="entry-title"><span style="font-size: 12pt;">da série “empresas portuguesas”: TAP</span></h1>
<p><span style="font-size: 12pt;">A greve dos pilotos da TAP, anunciada para mais de uma semana no início de maio, trouxe novamente a empresa para as luzes da atenção mediática. Esta decisão criou uma quase unanimidade de reacções negativas, desde os afectados directamente, passageiros do transporte aéreo, aos afectados indirectamente, como os operadores turísticos.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 12pt;">(...)</span></p>
<p> </p>
<p>O propósito de qualquer greve é a reforçar o poder de negociação do lado que a faz, o que com que quanto maior o dano causado ao outro lado melhor seja. Mas esta visão, se presente, é limitada e limitativa.</p>
<p>A capacidade de negociar dentro da empresa acordos entre trabalhadores e gestão é um aspecto importante, e greves de pilotos não são raras (ainda há pouco tempo registou-se uma na companhia alemã Lufthansa). E nessa greve, como provavelmente nesta da TAP, a opinião pública acabará por ficar contra os pilotos. O que a prazo é-lhes mais prejudicial em termos de capacidade negociação. Além de ser mais interessante menor poder negocial numa empresa com maior capacidade de distribuir excedentes do que maior poder negocial numa empresa que tenda a desaparecer. E os pilotos da TAP deveriam ter em atenção que a decisão de 2014 do Governo sobre o BES transmite-lhes também uma mensagem – não sendo o valor estratégico (?) da TAP maior que o risco sistémico do BES, porque pensam os sindicatos dos pilotos que o Governo não deixará falir a TAP?</p>
<p> </p>
<p> </p>
</blockquote>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:6393Nuno Edgar Fernandes2015-04-17T20:36:00No Portugal Contemporâneo debate-se Natalidade2015-04-17T19:41:25Z2015-04-20T13:43:33Z<p style="text-align: justify;">Interessante e apropriado <a href="http://economico.sapo.pt/noticias/a-cegueira-agora-e-permanente_216004.html" target="_blank">este</a> artigo no <a href="http://economico.sapo.pt/" target="_blank">Diário Económico</a> que se debruça sobre o tema da Natalidade. O autor critica as soluções que têm sido propostas, e propõe foco em melhores políticas de imigração, com as quais concordo. Acrescentaria que se olhasse de forma séria para o perfil da participação das mulheres no mercado de trabalho. Se por um lado se compreende que este aumento muito acentuado se justifique em economias cada vez mais dependentes dos sectores dos serviços - e se deseje que assim seja -, talvez por isso mesmo a mudança estrutural das economias poderá dar uma ajuda se se pensar mais em realocar recursos para outros sectores e incentivar um outro perfil de participação da Mulher no mercado de trabalho. Efectivamente sou de opinião que esta mudança estrutural na Economia portuguesa se acentuou muito depois do 25 de Abril de 1974.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><a class="media-link" title="Parto normal após cesárea: verdade ou mito" href="http://fotos.sapo.pt/nunoimage1/fotos/?uid=9CeNEy4Q6ijBuMZZjCE2"><img class="" style="padding: 10px 10px;" title="Parto normal após cesárea: verdade ou mito" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Ged14c6fa/18266640_1MDqk.jpeg" alt="Parto normal após cesárea: verdade ou mito" width="318" height="159" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, e como é referido no artigo, existem provavelmente questões comportamentais e culturais, que o autor indica ao comparar os índices de Natalidade dos Países do Sul da Europa e do Norte do mesmo Continente como factores adicionais que se terá que ter em conta. Noto o pessimismo quanto à mudança destes factores, mas para mim surpreende-me um pouco quando efectivamente o que esteve, ou pareceu estar em causa aquando da Revolução de Abril de 1974 era precisamente um apelo ao desenvolvimento e à mudança cultural dos Portugueses em geral, e das mulheres em particular... de tal forma que dessa forma pudessem ter outro tipo de acesso a mais direitos sociais e institucionais. Nos referidos Países do Norte da Europa com uma melhor tradição de reivindicação de direitos de Cidadania e com Sociedades Civis mais fortes, constata-se que os índices de Natalidade estabilizaram para depois crescerem nos últimos anos com algum significado. Mas talvez aqui esteja parte do início e do fim da solução, ou ajuda decisiva para a resolução deste tipo de problema. Porque é um problema ligado às estruturas sócio-económicas de toda uma Sociedade e não me parece que apenas as melhores políticas de imigração sejam suficientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os parágrafos anteriores de alguma forma possam ser considerados confusos ou não devidamente sustentados com referências e estudos importantes neste assunto, sublinho que se trata apenas de opinião pessoal, aberta a contraditório, correcção e melhoria se assim se verificar a necessidade das mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt;">Foto:<a href="http://maesamigas.com.br/parto-normal-apos-cesarea-possivel/" target="_blank"> Parto normal após cesárea: verdade ou mito</a></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:6047Nuno Edgar Fernandes2015-03-23T12:25:00Advocacia e Política - negócios à parte2015-03-23T12:58:52Z2015-03-23T19:26:48Z<p>Existe facto (heresia inventada?) inegável na vida Política actual que tem sido muito veiculado por quase todos os quadrantes Políticos e Sociais: a alegada promiscuidade entre Políticos, negócios e escritórios de Advocacia. Claro que em contexto de crise económica e social onde as sensibilidades ficam muito facilmente exacerbadas, e o potencial para a desinformação e desconhecimento se tornarem fontes de distorção grave vale a pena sabermos e distinguirmos até onde vai o que é correcto, factual e merecedor de atenção e o mero ruído de fundo e insinuação vazia sem sentido ou mesmo de duvidosa intencionalidade.</p>
<p>A entrevista hoje publicada no jornal <a href="http://www.publico.pt/economia/noticia/nenhum-advogado-deve-acumular-as-suas-funcoes-com-cargos-politicos-1689970?page=-1" target="_blank">Público</a> por João Vieira de Almeida talvez nos possa ajudar nessa tarefa, que por imperativo democrático e cívico convém sempre realçar e divulgar. Deixo aqui o repost da minha página no Facebook <a href="https://www.facebook.com/edgarpolitics" target="_blank">The Daily Politics</a> bem como algumas passagens que me pareceram especialmente relevantes:</p>
<blockquote>
<p><strong>Não encontra zonas cinzentas?</strong><br />Tanto há zonas cinzentas que as estamos a discutir. Mas não podemos saltar do facto de se reconhecer que há advogados que são deputados para a falta de transparência. E é claro que também há advogados com influência política, conforme os ciclos, e que são importantes dentro dos partidos do governo. Esse potencial existe. Mas não se pode extrapolar para a ideia de que a realidade da vida dos grandes escritórios de advocacia e dos grandes advogados é construída em cima disso. Pura e simplesmente não é verdade. </p>
</blockquote>
<p>(....)</p>
<blockquote>
<p><strong>Que entidade seria responsável por regular a actividade?</strong><br />Em Inglaterra, criaram-se organismos, em que os advogados estão presentes e em força, mas também outros sectores da sociedade, que trazem para dentro da profissão uma nova visão, se pensarmos nos clientes. </p>
<p>(....)</p>
<p><strong>O anterior bastonário da OA criticou o “negócio” da arbitragem e alegou que a Justiça se faz “nos tribunais com juízes e advogados independentes e procuradores e não em centros de mediação ou julgados de paz”.</strong><br />É mais um sinal de que a OA e alguns advogados pararam no tempo. Têm a ideia de que um escritório não pode ser gerido por profissionais que não sejam advogados e que não pode ser gerido como uma organização empresarial, mesmo se, como na VdA, temos mais de 250 pessoas. </p>
<p> (...)</p>
<p><strong>O projecto de revisão do estatuto dos advogados é mais permissivo em termos de buscas policiais aos escritórios de advocacia. Concorda?</strong><br />Não vejo problema. Defendo mais meios de investigação e a possibilidade de a polícia poder ir a todo o lado, desde que se respeitem os limites do que é o dever de confidencialidade dos advogados e de respeito do segredo de justiça por parte de quem está obrigado. É que há indícios de problemas sérios na fuga de informação.</p>
<p> </p>
</blockquote>
<div id="fb-root"> </div>
<div class="fb-post">
<div class="fb-xfbml-parse-ignore"><a href="https://www.facebook.com/edgarpolitics/posts/720386191416456">Post</a> by <a href="https://www.facebook.com/edgarpolitics">The Daily Politics</a>.</div>
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<p>Trata-se de uma entrevista muito relevante para a actualidade Política em Portugal - mas não só. É de relevo Económico também porque aponta pistas sobre como se deve estruturar a relação entre escritórios de advogados ligados a negócios e assuntos políticos/económicos, descreve como a corrupção se pode processar ao nível de Autarquias e em que o Advogado acaba por ser uma espécie de bode expiatório, critíca a forma opaca e fechada como parece operar a Ordem dos Advogados - talvez por timidez institucional, ou haverá algo mais grave? - até á questão de que as grandes auditoras e bancos de investimento também devem ser vistas e achados nas questões dos grandes negócios do Estado e da alegada promiscuidade... Por fim uma nota pela defesa da legalização e profissionalização da actividade de<em> lobbying </em>à semelhança do que se faz nos Estados Unidos da América.</p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:5682Nuno Edgar Fernandes2015-03-23T10:46:00Comentadores e Pensadores. Do que precisamos ?2015-03-23T10:46:44Z2015-03-23T10:58:40Z<p>Julgo que a inteligência - por vezes algo estriónica - de Marcelo Rebelo de Sousa deveria ser melhor dirigida para a escrita de artigos de fundo sobre o que pensa para o futuro do País. É de facto comentador de qualidade. Deveria ser mais pensador e real protagonista de algo mais substancial para Sociedade Portuguesa.</p>
<div id="fb-root"> </div>
<p>
</p>
<div class="fb-post">
<div class="fb-xfbml-parse-ignore"><a href="https://www.facebook.com/edgarpolitics/posts/719668684821540">Post</a> by <a href="https://www.facebook.com/edgarpolitics">The Daily Politics</a>.</div>
</div>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:5416Nuno Edgar Fernandes2014-06-16T12:50:52Diálogos I - da Polis2014-06-16T12:01:13Z2014-06-20T11:59:44Z<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;">...... e foi assim que tinha decorrido até então um diálogo entre Filósofo e o Autor fundador de O Ultimato.....:</div>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Raphael_School_of_Athens_Michelangelo.jpg#mediaviewer/File:Raphael_School_of_Athens_Michelangelo.jpg"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/67/Raphael_School_of_Athens_Michelangelo.jpg" alt="Raphael School of Athens Michelangelo.jpg" /></a></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><br />"<a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Raphael_School_of_Athens_Michelangelo.jpg#mediaviewer/File:Raphael_School_of_Athens_Michelangelo.jpg">Raphael School of Athens Michelangelo</a>" by <a class="extiw" title="en:Raphael" href="//en.wikipedia.org/wiki/Raphael">Raphael</a> - wiki commons. Licensed under Public domain via <a href="//commons.wikimedia.org/wiki/">Wikimedia Commons</a>.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Heraclito (H): ... mas pois então caro interlocutor e prezado companheiro de Diálogo, és então privado com uma visão da Polis que naturalmente separa os diversos Poderes Políticos em três, a saber: o Legislativo, o Judicial e o Executivo....?</p>
<p> </p>
<p>Nuno Edgar Fernandes (NEF): Pois então caro Heraclito, é essa a minha posição. Como sabemos e raramente disputamos, vivemos em regimes de separação de Poderes Políticos que tradicionalmente identificamos como três: Legislativo ou Parlamentar, Judicial e Executivo. Gostaria de identificar a Polis como pertença do Poder Legislativo e/ou Parlamentar (e á qual possamos adicionar instituições da Sociedade Civil e Partidos Políticos). Ao Estado está normalmente reservado, e naquilo que se espera ser harmonia institucional, ambos os Poderes Judicial e Executivo. Penso ser significativo sublinhar a necessidade de desejável harmonia institucional entre os Poderes Judicial e Executivo. </p>
<p> </p>
<p>H: O que pensa o meu caro sobre a necessidade de um maior escrutínio dos diversos Poderes Políticos, ou sobre quem o deve fazer.....?</p>
<p> </p>
<p>NEF: Excelente questão. E como é fundamental que existam excelentes questionadores. E se assim é não me parece problemático ou questionável de que o devido escrutínio dos diversos Poderes deva ser feito pela Polis, pela Sociedade no seu Geral, pois que os frutos e dividendos desse escrutínio a ela pertencem, não é assim caro dialogante....?</p>
<p> </p>
<p>H: Sem dúvida. Mas que critérios devemos seguir que nos orientem nesse escrutínio. Pois que me parece algo vago apenas afirmar e decretar que a Sociedade e as instituições meramente o devem fazer, não é assim caro Nuno.....?</p>
<p> </p>
<p>NEF: .... hum [suspiro].... pois, claro que concordo que devem existir os apropriados critérios para o escrutínio dos diversos Poderes Políticos. Idoneidade, seriedade e profissionalismo á prova da mais insidiosa Corrupção devem certamente fazer parte do Menu de critérios. E depois deve também existir uma forma forte e muito credível de assegurar que os critérios e as diligências necessárias são rigorosamente seguidas e implementadas....</p>
<p> </p>
<p>H: Muito bem, até já Nuno....</p>
<p> </p>
<p>NEF: ... até já....</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:5332Nuno Edgar Fernandes2014-04-23T15:23:25Sistemas monetários e Economia Monetária2014-04-23T15:57:03Z2014-05-07T10:06:55Z<p>A economia monetária é um importante ramo da Ciência Económica que historicamente prefigura e estende o ramo maior: a Macroeconomia. Providencia uma base conceptual para analisarmos a unidade fundamental da Ciência Económica: Dinheiro. Bem como as suas mais importantes funções, a saber: como meio de troca comercial, como reserva de valor e como unidade contabilística. Faz consideração de como o dinheiro pode ganhar o direito de aceitação nessas funções puramente pelo facto de se ter tornado um Bem Público. Examina os efeitos de sistemas monetários, incluindo a regulação de dinheiro e as instituições financeiras que lhe estão associadas, bem como aspectos internacionais.</p>
<p> </p>
<p>Na análise monetária procura-se estabelecer as micro-fundações para a chamada Procura agregada de dinheiro e também distinguir relações entre o que se designa por Nominal e Real nas válidas relações monetárias. Assim os termos Macro e micro são clara, rigorosa e separadamente estudados, incluindo os seus efeitos na Economia a nível mais lato e agregado da Procura de bens, serviços ou produtos. E também efeitos no nível de Produto Interno Bruto (tema a tratar separadamente em post posterior). Como exemplo: um efeito Macro é a taxa nominal de inflação dos preços ao consumidor; um efeito micro é a taxa nominal de juro interbancário a um prazo curto. Os seus métodos incluem o derivar e testar as implicações do Dinheiro como activo substituto para outros activos fnanceiros e em fricções explícitas no sistema.</p>
<p> </p>
<p>Tradicionalmente as principais áreas de investigação em Economia monetária podem perfeitamente ser listadas e categorizadas. Normalmente versam sobre temas como:</p>
<ul>
<li>Determinantes empíricos para a Oferta Monetária: em sentido estrito ou lato ou indexado à actividade económica.</li>
<li>Teorias de Deflação e espiral de dívida deflacionaria, teorias de balanço de contas que reitera que a sobre-extensão de crédito (oferta monetária extra) associada a subsequente queda de preços dos activos geram flutuações no ciclo económico através do chamado efeito de riqueza no valor do resultado líquido e alterações na Procura por Produto e procura monetária.</li>
<li>Implicações monetárias na relação nível de preços/macroeconomia</li>
<li>A Teoria Quantitativa do Dinheiro, ou monetarismo e a importância da estabilidade da relação entre oferta monetária e as taxas de juro, o nível geral de preços e o PIB (Produto Interno Bruto) nominal e real.</li>
<li>Impactos monetários nas taxas de juro na Curva das Taxas de Juro.</li>
<li>Lições a retirar da História Monetária/Financeira</li>
<li>Mecanismos de Transmissão da Política Monetária para a Macroeconomia.</li>
<li>O binómio Política Monetária/Política Fiscal e sua importância para a estabilidade macroeconómica.</li>
<li>A neutralidade do Dinheiro/ Ilusão Monetária e implicações para a Oferta Monetária e suas variações, bem como para o nível de inflação, nível de preços e PIB</li>
<li>Implicações Monetárias para questões de imperfeita informação e assimetria de informação</li>
<li>Testes e testabilidade e implicações das teorias de Expectativas Racionais dos Agentes Económicos para nas mudanças do PIB ou inflação.</li>
<li>A Teoria dos Jogos como modelo paradigmático das instituições financeiras e monetárias.</li>
<li>A Política Económica da Regulação Financeira e da Política Monetária.</li>
<li>As possíveis vantagens de seguir e cumprir uma Regra de Política Monetária para evitar ineficiências resultantes de inconsistências temporais na discricionariedade de políticas</li>
<li>'' o que quer que seja que os Banqueiros Centrais possam estar interessados ''</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Feita esta introdução á Economia Monetária podemos agora descrever o que se entende por Sistema Monetário. Basicamente ao longo da História económica deverão ter existido diversos tipos de sistemas monetários. Alguns foram bem sucedidos; outros simplesmente desapareceram sem deixar rasto. O que ficou, particularmente nos últimos séculos desde a era moderna passando pela Revolução Industrial, são dois sistemas. Um mais antigo e que vigorou até quase o fim do Séc. XX: sistema monetário indexado ao Ouro, na expressão inglesa <em>Gold Standard</em>. E um sistema mais recente e que actualmente vigora: um sistema de dinheiro moeda puro ou na expressão inglesa<em> Fiat Currency.</em></p>
<p>Enquanto no <em>Gold Standard</em> o valor do dinheiro é indexado a uma Matéria-prima que possui um valor largamente aceite como alto e estável, no regime de <em>Fiat Currency</em> o valor do dinheiro é inteiramente dependente da confiança institucional depositada por uma comunidade de cidadãos e agentes no sistema centralizado de transacções financeiras: o valor do dinheiro deixa de estar indexado para de certa forma possuir propriedade espontânea decorrente dessa confiança.</p>
<p> </p>
<p>Trata-se de tema de debate intenso, tanto academicamente como nos círculos oficiais dos Bancos Centrais, sobre qual dos dois sistemas acima descritos oferece maiores garantias de estabilidade. O nosso sistema corrente é um sistema de <em>Fiat Currency</em>. Mas depois dos acontecimentos ligados á crise financeira de 2007-2008 muito do capital de confiança do sistema foi posto em causa. Muitos analistas apontaram o comportamento dos Banqueiros centrais e as suas não muito transparentes acções como estando na base da crise. Outros não são da mesma opinião e defendem que serão mais aspectos comportamentais intrínsecos dos Agentes bem como dos Mercados Financeiros desde a sua génese (que relembremos nunca foi estável e sempre sujeito e atreito á instabilidade) aliado á distorção de incentivos presentes no mercado (aqui sem dúvida com a influência dos sectores oficiais - e não só dos Bancos Centrais). A minha opinião e análise pessoal pende mais para esta última.</p>
<p> </p>
<p>È importante também frisar a importância dos sistemas monetários para o financiamento público de governos e Estados e o seu papel na Crise das Dívidas soberanas na zona Euro.</p>
<p> </p>
<p>E por hoje é só. Até ao próximo toque.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Ref. http://en.wikipedia.org/wiki/Monetary_system</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:4987Nuno Edgar Fernandes2014-04-14T16:31:13A importância da Literacia Financeira2014-04-14T16:00:02Z2014-04-22T09:52:27Z<p>Estamos de volta no Ultimato. </p>
<p> </p>
<p>Recentemente fui abordado por personalidade ligada ao sector bancário português para participar num Blogue dedicado á educação financeira, á literacia financeira e á divulgação e disseminação de informação relativa a assuntos financeiros. Fiquei honrado e prometi escrever algo, e visto que percebi que a personalidade em questão já tinha lido o Ultimato, o local certo para esse texto seria aqui. Mesmo se depois o ou os meus textos pudessem ser posteriormente republicados nesse Blogue, seria aqui que teriam o primeiro palco de observância.</p>
<p> </p>
<p>E lembrei-me de começar precisamente por destacar o facto de Abril ser o mês da Literacia Financeira para a muito Americana <a href="http://www.ftc.gov/news-events/press-releases/2014/04/april-financial-literacy-month?Source=govdelivery" target="_blank">Federal Trade Commision</a>. A literacia e conhecimentos relativos a questões financeiras são importantes por muitos prismas e perspectivas. Desde logo porque apesar de quase tudo nestas questões parecer óbvio ou trivial, dada a influência do dinheiro nas nossas vidas, quando falamos de Literacia e de conhecimentos, referimo-nos a níveis que estão logo á partida um pouco mais fundo no complexo esquema de relações e interacções nos actuais sistemas financeiros. E obviamente existem níveis cada vez mais e mais profundos de conhecimentos. Todos, uns mais outros menos naturalmente, sabemos bem o que é um depósito bancário, um empréstimo bancário, uma conta á ordem ou a prazo, um contracto de crédito, uma acção ou título de uma empresa cotada, etc.. Mas se queremos saber o que realmente significam num contexto mais alargado e da relação que têm com questões económicas de maior escala percebemos que necessitamos de conhecimentos mais aprofundados.</p>
<p> </p>
<p>Em conclusão queria aproveitar a oportunidade para referir que este Blog não se coibe de promover a Literacia Financeira e conhecimentos Económicos e Financeiros de relevância, de promover as competências e valores associados ao dinheiro, nas escolas e em contextos pedagógicos e de aprendizagem ou formação. E obviamente não se fecha a quem queira participar, comentar, republicar, criticar e melhorar. Porque não pertendo dar a entender que tudo sei e que nada tenho a aprender com a participação dos outros. Afinal o mundo dos Blogs é na sua essência participativo e colaborativo.</p>
<p> </p>
<p>Assim sendo o tom do Ultimato nos próximos tempos será mais didáctico, com mais atenção á qualidade e rigor do que é publicado e com uma audiência alvo que tenderá a ser etariamente o mais ecléctica possível. Sim, porque se tratam de assuntos de pedagogia indispensável.</p>
<p> </p>
<p>Reservo para mim o critério do que publicar, abordando um tópico se tal me parecer apropriado e atempado.</p>
<p> </p>
<p>Um bem haja e até ao próximo toque a rebate do Ultimato.</p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:4800Nuno Edgar Fernandes2013-12-11T18:21:58Os Melhores Gestores de Activos2013-12-11T18:54:52Z2013-12-11T18:54:52Z<p>No seguimento de<a href="http://oultimato.blogs.sapo.pt/4524.html" target="_blank"> post</a> anterior em que fazia referencia a João Pinto, Partner da Fincor, Sociedade Corretora, estamos de volta no Ultimato com novidades. Desta vez e depois de alteração em relação á carreira do Gestor mencionado prestamos aqui atenção ao trabalho desenvolvido por uma das maiores Gestoras de Activos do Mundo, a Blackrock do qual se tornou recentemente <em>Associate Financial Advisor</em>. </p>
<p> </p>
<p><iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/29090478" width="479" height="511" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0" style="border: 1px solid #CCC; border-width: 1px 1px 0; margin-bottom: 5px;"></iframe></p>
<div style="margin-bottom: 5px;"><strong> <a title="BlackRock’s 2014 Outlook—The List: What to Know, What to Do" href="https://www.slideshare.net/jocapinto/get-document-1" target="_blank">BlackRock’s 2014 Outlook—The List: What to Know, What to Do</a> </strong> from <strong><a href="http://www.slideshare.net/jocapinto" target="_blank">João Pinto</a></strong></div>
<p> </p>
<p>Este documento tem interesse por diversos motivos, desde logo por ser um óptimo ponto de referencia a seguir para investidores que queiram ou necessitem de guias e indicadores nos seus investimentos e decisões para o ano que se presta a iniciar. Certamente a seguir com atenção e que poderá ser ajuda para se poder ter uma melhor noção sobre o que saber e o que fazer em matéria de Investimentos para 2014. Ah, e já agora um grande Ano para João e para a comunidade de Investidores e profissionais financeiros em Portugal e além fronteiras.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:4524Nuno Edgar Fernandes2013-11-15T12:49:05Corretora Fincor2013-11-15T12:57:35Z2013-11-15T15:50:06Z<p style="text-align: justify;">Muito bem-vindos de novo ao Blog O Ultimato. Depois de longa pausa no meio das peripécias do Verão, finalmente estou de regresso.</p>
<p style="text-align: justify;">Confesso que com nostalgia de escrever na Língua Mãe! Afinal tal deveria ser o mais natural. Será sempre....</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje este post procura inaugurar a divulgação de uma Newsletter de uma empresa Portuguesa de corretagem (Brokerage) financeira de nome Fincor e da qual é Partner amigo meu do mundo das redes sociais de nome João Pinto, pessoa que tenho considerado inspirador e que estimo, apesar de não conhecer pessoalmente. Parece-me bem do ponto de vista de Design este breviário com um sentido de síntese notável. E sempre informativo e útil.</p>
<p> </p>
<p><iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/28274580" width="479" height="511" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0" style="border: 1px solid #CCC; border-width: 1px 1px 0; margin-bottom: 5px;"></iframe></p>
<div style="margin-bottom: 5px;"><strong> <a title="Newsletter diaria Fincor Market Perspectives" href="https://www.slideshare.net/jocapinto/newsletter-diaria-fincor-market-perspectives" target="_blank">Newsletter diaria Fincor Market Perspectives</a> </strong> from <strong><a href="http://www.slideshare.net/jocapinto" target="_blank">João Pinto</a></strong></div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:4163Nuno Edgar Fernandes2013-07-25T16:52:10Correio Expresso2013-07-25T16:19:35Z2013-07-25T16:19:35Z<p style="text-align: justify;">O anuncio da privatização dos CTT não surpreende. Será interessante conhecer-se o projecto estratégico para a empresa, sobretudo se nos lembrarmos de possível polémica em torno da questão do serviço universal de Correios. Apesar de por princípio não achar que a privatização é má para a Empresa, para o Estado Português ou mesmo para os Portugueses em geral, julgo que esclarecimentos adicionais serão bem vindos quanto á questão de sabermos quem vai assegurar o Serviço Universal e quantas repartições dos Correios vão ser encerradas. Penso sobretudo nas repartições do interior ou de zonas com menor dinâmica económica. Como vem <a title="http://economico.sapo.pt/noticias/governo-avanca-com-venda-total-dos-ctt_174245.html" href="http://" target="_blank">veiculado </a>na imprensa económica de hoje, a venda do capital social da empresa poderá ser total, mesmo das participadas. O que necessariamente faz crescer a curiosidade em relação aos interessados e se os mesmos poderão assegurar estratégia para a empresa que salvaguarde o melhor serviço postal possível para o País. </p>
<p style="text-align: justify;">Falamos de um sector com transformações interessantes nos anos recentes, e que vai continuar a atrair a atenção nos próximos tempos. Os desenvolvimentos tecnológicos mais recentes tornaram muitas actividades de Correios obsoletas, mas também tem o potencial de fazer emergir novas formas de distribuição logística, e nesta matéria não duvido de que os potencias interessados nos CTT queiram sobretudo implementar as suas inovações tecnológicas numa rede já montada e consolidada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto á questao de todo o processo de Privatizacao ser transparente e no melhor interesse de todas as partes envolvidas deixo, aqui excerto do artigo da imprensa económica de hoje atrás referido:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>' Em conferência de imprensa, o secretário de Estado das Finanças escusou-se a avançar com uma expectativa de receita, preferindo frisar que o Governo tomará uma decisão com base no projecto estratégico apresentado para a empresa, a idoneidade dos investidores e a robustez financeira da proposta. Admitiu contudo que "o encaixe financeiro é determinante" nesta fase do País.</p>
<div id="principal">
<div class="mainText">
<p>Manuel Rodrigues explicou também que o processo de privatização dos CTT irá desenrolar-se em duas fases, uma primeira onde as ofertas não são definitivas e uma última onde as propostas serão vinculativas.</p>
<p>O governante não se quis comprometer com um calendário mas disse esperar que as propostas vinculativas cheguem até ao final do ano. Manuel Rodrigues antecipa um "processo competitivo" com "um número elevado de interessados".</p>
<p>O secretário de Estado disse ainda que a Parpública disponibilizará ao Tribunal de Contas e à CMVM todos os pareceres e relatórios de forma a garantir a transparência do processo.'</p>
<p> </p>
<p>Aguardaremos com serenidade e optimismo. </p>
<p> </p>
<p>Referencia:</p>
<p><a href="http://economico.sapo.pt/noticias/governo-avanca-com-venda-total-dos-ctt_174245.html">http://economico.sapo.pt/noticias/governo-avanca-com-venda-total-dos-ctt_174245.html</a></p>
</div>
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</div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:3991Nuno Edgar Fernandes2013-07-25T12:22:55Petrolífera Portuguesa2013-07-25T11:40:05Z2013-07-25T11:40:05Z<p style="text-align: justify;">A empresa Petrolífera Portuguesa Galp é uma empresa a sério. Mesmo considerando tratar-se empresa com média dimensão á escala Europeia e Global a operar no seu sector - analisando a sua quota de mercado - parece no entanto ser bem gerida, com competência e rigor. E tem feito inúmeros esforços de internacionalização e de presença á escala Global. Desde a forma como recentemente participou em actividade de atracção de investimento em praças financeiras da importância da de Londres até á <a title="http://economico.sapo.pt/noticias/galp-confirma-descoberta-de-petroleo-de-boa-qualidade_174224.html" href="http://" target="_blank">esta</a> recente operação de prospecção de Petróleo em Terras Brasileiras, a Galp é caso de estudo de qualidade de Gestão e estratégia empresarial. Ou pelo menos até ao momento. Transcrevo em baixo excerto do artigo do jornal Económico referido:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">' <span>A Galp confirmou hoje que os testes realizados num poço na área de Iara da Bacia de Santos confirmam as boas perspectivas para a extracção petrolífera. "Os resultados obtidos com o poço 3-RJS-706 (3-BRSA-1132-RJS), informalmente conhecido como Iara Oeste-2, reforçaram o potencial de petróleo leve recuperável de Iara e comprovaram a descoberta de petróleo de boa qualidade (28º API), conforme informação divulgada ao mercado no dia 5 de Março", referiu a empresa liderada por Ferreira de Oliveira em comunicado.</span><br /><br /><span>A petrolífera adianta ainda que "os reservatórios carbonáticos apresentaram óptimas condições de porosidade e permeabilidade a partir de 5.260 metros de profundidade, com características superiores às encontradas no poço descobridor (1-RJS-656, Iara). Os resultados do teste de formação confirmaram a excelente produtividade dos reservatórios".'</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span><br /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Parece-me ser uma descoberta significativa e que poderá ser relevante para a Galp e o seu futuro no sector Petrolífero. Mas a Galp tem também importante presença estratégica no sector do Gás natural e seria com certeza interessante sabermos das novidades neste âmbito. Por outro lado a Galp procura não deixar de lado o que pode fazer a nível das Energias Renováveis, apesar de ter tido algumas dificuldades, também recentemente vindas a público. Julgo que a sorte da Galp também é a sorte do sector energético Português!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:3664Nuno Edgar Fernandes2013-07-24T18:47:08Risco Sistemático2013-07-24T18:20:35Z2013-07-24T18:36:02Z<p style="text-align: justify;">Prosseguindo com as definições sobre Economia, Mercados Financeiros e Investimento, hoje foco assente no conceito de Risco Sistemático. A Associação Portuguesa de Investidores dá definição em Português numa sua Wiki que irá ser complementada pela versão mais completa em Inglês. </p>
<p>O <strong>Risco Sistemático</strong>, ou do inglês <em>Systematic Risk</em>, considera-se o risco geral do mercado. Ou seja, o risco relacionado com mercado em todo o seu conjunto, como por exemplo os aspectos políticos, sociais ou económicos do mundo, do país ou apenas para o sector, ou ainda outros que alteram o comportamento da maioria dos investidores.</p>
<p>Este risco é distinto do risco individual de cada um dos valores cotados por ser um risco do mercado no seu conjunto e por isso chama-se também risco não diversificável na mediad em que não é possível reduzi-lo ou cobri-lo através da <a class="new" title="Diversificação de carteira" href="http://www.associacaodeinvestidores.com/wikinveste/index.php?title=Diversifica%C3%A7%C3%A3o_de_carteira&action=edit">diversificação da carteira</a> por diversos títulos ou sectores.</p>
<p>A designação deste tipo de risco difere se estivermos a lidar com assunto económico ou se estivermos em assunto financeiro. Para a Economia designa-se de Risco Agregado. O Risco Sistemático não deve ser confundido com Risco Sistémico, que é um risco intrínseco do sistema financeiro como um todo e que o pode por em risco de forma inesperada, instantânea e catastrófica!</p>
<p style="text-align: justify;">Propriedades do Risco Sistemático - Risco sistemático ou agregado surge da estrutura do mercado ou dinâmicas que produzem choques ou incertezas enfrentadas por todos os agentes no mercado, tais choques podem surgir a partir de políticas do governo, as forças económicas internacionais, ou catástrofes naturais. Em contraste, o <a href="http://oultimato.blogs.sapo.pt/3000.html" target="_blank">risco idiossincrático</a>, o qual já anteriormente aqui expusemos (às vezes chamado de risco específico, risco não sistemático, o risco residual ou risco diversificável) é um risco ao qual apenas os agentes ou sectores específicos são vulneráveis (e é não correlacionado com os retornos do mercado agregado ou Índice). Devido à natureza idiossincrática de risco não sistemático, este pode ser reduzido ou eliminado por meio da diversificação, mas uma vez que todos os agentes do mercado são vulneráveis ao risco sistemático, não podem ser limitados através da diversificação (mas pode ser objecto de seguro). Como resultado, os activos cujos retornos esperados são negativamente correlacionados com os retornos de mercado agregado ou Índice indicam preços mais altos do que os activos que não possuem essa propriedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, existe o risco de agregação devido a constrangimentos institucionais ou outro sobre a completude do mercado ou assimetrias de informação. Para os países ou regiões que não têm acesso aos mercados de cobertura ampla, eventos como terramotos e choques climáticos adversos também pode actuar como caros riscos agregados. Robert Shiller (proeminente académico de Finança) revelou que, apesar dos progressos da globalização das últimas décadas, os riscos de renda agregada a nível nacional ainda são significativas e poderiam ser reduzidos por meio da criação de melhores mercados de cobertura global (assim potencialmente tornando idiossincrático, ao invés de agregar, riscos). Especificamente, Shiller defendeu a criação de mercados futuros de macro (para riscos macroeconómicos). Os benefícios de um tal mecanismo depende do grau em que as condições de macro são correlacionados entre países.</p>
<p>Risco Sistemático em Finança - Risco sistemático desempenha um papel importante na questão de determinação de alocação de carteira. Riscos que não podem ser eliminados através da diversificação geram retornos acima da taxa livre de risco (o risco idiossincrático não gera esse retorno, uma vez que pode ser diversificada). No longo prazo, uma carteira bem diversificada proporciona retornos que correspondem com a sua exposição ao risco sistemático; investidores enfrentam um trade-off entre retorno e risco sistemático. Portanto, os retornos desejados de um investidor correspondem com a sua exposição desejada ao risco sistemático e á selecção de activos correspondente. Os investidores só podem reduzir a exposição da carteira ao risco sistemático, sacrificando retornos.</p>
<p>Um conceito importante para avaliar a exposição de um ativo ao risco sistemático é Beta. Beta indica o grau em que o retorno esperado de um activo está correlacionado com os resultados do mercado mais amplo, e é simplesmente um indicador de vulnerabilidade de um ativo ao risco sistemático. Assim, o modelo de prespicificação de ativos de capital (CAPM) relaciona e liga diretamente o preço de equilíbrio de um activo com a sua exposição ao risco sistemático.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta exposição não está completa pois falta referir o mesmo conceito mas aplicado a cenário Económico, o que irei fazer subsequentemente. Julgo ter veiculado a ideia ou ideias centrais ligadas ao conceito de Risco Sistemático que são de grande importância para uma correcta análise de questões financeiras e económicas, sobretudo e especialmente com a questão de uma correcta abordagem á melhor alocação de activos numa carteira ou Portefólio institucional.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Referencias:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.associacaodeinvestidores.com/wikinveste/index.php?title=Risco_sistem%C3%A1tico">http://www.associacaodeinvestidores.com/wikinveste/index.php?title=Risco_sistem%C3%A1tico</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Systematic_risk">http://en.wikipedia.org/wiki/Systematic_risk</a></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:3349Nuno Edgar Fernandes2013-07-22T11:53:51Sobre Crises de Valores2013-07-22T11:54:55Z2013-07-22T12:06:01Z<p style="text-align: justify;">Por certo que nestes últimos anos e décadas temos lido, ouvido e assistido sobre uma impressão de Crise de Valores no chamado Mundo da Civilização Ocidental. Mas no entanto, não ouvimos ou lemos com a mesma frequência e empenho falar-se sobre a própria noção de Valor. Do que falamos quando falamos de Crise de Valores? Não me parece duvidoso de que falamos de algo ético. Queremos então focar a nossa atenção e a atenção de quem nos lê ou ouve na noção de Valor Ético.</p>
<p style="text-align: justify;">A Ética no nosso tempo, e talvez contrariamente ao tempo de Spinoza ou Descartes é talvez assunto fragmentado e disperso. Não deixou no entanto de ser essencial e fundamental o seu ensinamento e influencia, para a boa conduta, sustentação nas Consciências dos Homens, da noção certa e formal de comportamentos, as consequencias dos mesmos, bem como das suas intenções. A Ética é portanto reflexão aprofundada destes assuntos, dos efeitos e consequencias dos nossos comportamentos e intenções; desejos, vontades e Valores. É também o arregimentar e concentrar, num conjunto sintético de prerrogativas que, Racionalizem, definam e suportem <span>as regras que estruturem </span>uma melhor e mais apropriada conduta. Já li algures que a diferença entre Ética e Moral está precisamente nesta ideia de que a Ética estrutura e racionaliza, mas a Moral é o conteúdo e irredutível âmago do comportamento, da vontade ou do Valor. Não queria, em relação a esta distinção ter muita certeza, porquanto talvez não se tenha reflectido e estudado com a profundidade necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegados aqui, julgo ser mais claro sabermos então do que falamos quando falamos de Crises de Valores. Sem me alongar muito, desde logo pelas perplexidades e complexidades da semântica da ideia de Crise penso então que, do que falamos é de disfunção do ou dos processos que nos permitem construir um edifício de Razão (Ética) e de qualidade e solidez daquilo que faz emergir esses processos (Moral). Tenho para mim que a chamada Civilização Ocidental e o conjunto das suas instituições foi a que Historicamente consegui ser a mais bem sucedida e a que mais longe chegou nesta demanda Ética e Moral. Sobretudo se olharmos para esta demanda sob o prisma da Racionalidade, da solidez e robustez de processos. Porém a impressão continua a ser de Crise.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez a verdadeira Crise seja o questionar e antecipar que se está correntemente a fazer sobre a validade Histórica daqueles comportamentos, vontades, conteúdos e Valores. Isto acontece porque também a Ética e a Moral são fenómenos Históricos. Mesmo que olhemos para aqueles conteúdos, comportamentos, vontades e Valores com orgulho e soberba, o mesmo não significa que eles são perenes e eternos. Mas este questionar é em si mesmo muito interessante, porque como neste texto referi julgo ser consensual considerarmos que a Ética e a Moral do nosso tempo estão fragmentadas e dispersas, por oposto a estarem concentradas. A que deve este fenómeno ao Devir Histórico? E se é assim, não é a Crise de Valores um questionar e antecipar, para depois desejar que encontremos novas e inovadas formas de concentrar, racionalizar e controlar (no sentido de optimizar as necessárias Certezas) os efeitos do identificado Devir Histórico? Com certeza que nos debruçamos aqui sobre processo com escala temporal longo, e que este questionar e antecipar inevitavelmente causa ansiedade e perplexidade num número muito plural de gerações. É isto para mim a actual Crise de Valores! A ansiedade de hoje será a Certeza e serenidade de amanha, ou assim todos o queiramos. </p>
<p style="text-align: justify;">Poderia ainda indicar aqui outras dimensões desta problemática, como o intangível e transcendente de muitos conteúdos e Valores, que se exprimem por vezes na Arte, Poesia ou Filosofia. Estas actividades humanas são intrinsecamente actos Éticos e Morais, e o seu digamos, bem-estar, valorização ou <em>alavancagem</em> mereceriam espaço próprio numa reflexão sobre Crises de Valores. Mas talvez aqui o espaço seja pouco.....!</p>
<p style="text-align: justify;">Como citou Albert Einstein, não resolvemos problemas ou crises actuais com o mesmo pensamento e atitude que os originaram. Para, e se assim o quisermos, voltar a concentrar a melhor Ética e Moral dos Homens, que sejamos capazes e dignos do trabalho e esforço desta Inovação.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:oultimato:3190Nuno Edgar Fernandes2013-07-12T19:31:15Zercatto - a good Idea2013-07-12T18:41:50Z2013-07-12T18:41:50Z<p style="text-align: justify;">Não podia deixar de fazer este post para a Zercatto aqui no Ultimato. Depois de já ter <span style="color: #000080;"><a href="http://oultimato.blogs.sapo.pt/710.html" target="_blank"><span style="color: #000080;">apresentado </span></a></span>esta inovadora solução para quem quer tirar partido dos mercados financeiros mas não é profissional e não tem disponibilidade e tempo para analisar os mercados, este vídeo é mais uma acção de promoção para a Zercatto. Mesmo nestes tempos difíceis, ou talvez mesmo por essa razão temos sempre de incentivar o Investimento, os investidores e a Economia de Mercado. Parabéns também á SIC Notícias e ao programa <em>The Next Big Idea.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/yiqTZRz9xXs" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>