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Categorias políticas e a inovação institucional

por Nuno Edgar Fernandes, em 10.11.15

Republico hoje o Post que ontem publiquei em Portugal Contemporâneo:

Apesar da minha defesa e demonstração de apreço por ideias políticas de direita devo dizer que não possuo nenhuma militância política nem pretendo algum dia vir a ter, salvo a excepção de acontecimentos ou circunstâncias -- assaz improváveis -- que possam fazer-me mudar o que quer que seja este estado de coisas.
No entanto não posso deixar de sublinhar que aquela posição é manifestamente de tom moderado e na realidade a minha posição e tendência é mais ao centro do centro do espectro político, o que me dá espaço para inclusive sublinhar a visão de conceitos que refutam estas categorias políticas, que apesar de ainda terem alguma relevância, não as auguro um futuro muito risonho, e julgo que o mais importante seria que o debate em Política se centrasse mais em categorias como o Liberalismo Clássico (como aquele que parece emergir das recentes eleições no Canadá), o liberalismo de cariz "americanizado" que para nós Europeus estaria mais perto do que chamamos o Centro-esquerda moderado, o Conservadorismo Clássico de pendor Centro-direita e que pode ser mais ou menos moderado, o Conservadorismo de esquerda e extrema esquerda que entre nós tem no PCP e noutros fiéis militantes os principais representantes, os anarco-sindicalismos e Esquerdas novas que não são fáceis de categorizar e que pela qual não consigo ter nenhum sentimento concreto a não ser o melhor respeito por pessoas e pelas suas convicções (tenho mesmo a impressão de que muitas destas pessoas são muitíssimo bem educadas e intencionadas..); e por fim talvez no futuro a emergência de novas categorias que seriam amplamente bem-vindas, se as mesmas surgissem num ambiente de inovação conceptual e institucional, que é desejada e para a qual pessoas como eu teriam amplo gosto em ser assíduo "contribuinte líquido", talvez apenas só numa vertente imaterial...
Tudo isto vem a propósito de desejar a qualquer Governo que se venha a estabelecer em Portugal, que tenha a melhor das sortes e que possa com seriedade responder aos problemas e desafios deste velho e Histórico País de gente simples, mas que a tempos é corajosa e capaz.... E, para mim, na frente das prioridades para Portugal é de facto ter uma Economia digna desse nome e com um verdadeiro "outlook" de Séc. XXI, mais competitiva, mas sobretudo, e porque este é o problemas dos problemas mais PRODUTIVA. Tudo o que possa fazer da Economia portuguesa mais produtiva é bem vindo. E a produtividade de que falo é a produtividade de factores totais, e não só a do factor trabalho, aliás a mais importante é mesmo a produtividade do factor Capital. Portanto qualquer Governo que se estabeleça, tenha ele a cor que tiver, tenha a estrutura que o sustente aquela que tenha, tem de saber responder a este problema essencial: como vamos tornar Portugal mais competitivo e capaz de atrair o tipo de factor de produtividade que realmente conta: o Capital e investimento produtivo...
Se esse Governo fosse mais à direita ou mais à esquerda, se tivesse sucesso nesse desiderato, teria todo o meu apoio...

 

Francamente o que tenho na minha mente neste momento é isto (é a pergunta que está na caixa de posts do Facebook, que...

Posted by Portugal Contemporâneo on Monday, November 9, 2015

 

 

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publicado às 11:08



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