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Novamente a Natalidade: com dados empíricos

por Nuno Edgar Fernandes, em 27.04.15

No seguimento do meu recente post em que comentei a participação da Mulher no mercado de trabalho volto hoje ao tema; no post referi que não estava apoiado em dados empíricos. No entanto este relatório da ONU que hoje veio a público corrobora a minha intuição: um aumento importante da participação das mulheres nos mercados de trabalho em Portugal nas últimas décadas. Gostaria mesmo assim de poder saber do impacto desta evidência no processo de tomada de decisão de muitas mulheres a terem o primeiro filho ou um nascimento adicional - este último ponto parece-me decisivo no impacto nos índices de Natalidade.

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Foto: Reuters


Posto isto não posso deixar de aceitar que o impacto e o efeito na Natalidade poderão ser claramente negligenciáveis, e no mesmo relatório existem casos de Países com aumentos ainda mais significativos da participação de mulheres no mercado de trabalho e no entanto os níveis de Natalidade estabilizaram ou poderão mesmo ter aumentado, como é o caso do Brasil. Talvez o problema seja mesmo mais explicável por factores orgânicos/naturais e/ou Biológicos, e não tanto Culturais ou Económicos:

 

 Mas os dados mostram que o sexo feminino está mais representado no mercado laboral. Em 1990 a taxa de participação laboral das mulheres era de 49 por cento e em 2013 passou para os 55 por cento. Em sentido contrário, a taxa masculina baixou dos 72,3 por cento para os 66,2 por cento.

 

A taxa de participação laboral subiu de forma expressiva entre 1990 e 2013: de 44, 6 por cento para os 59, 4 por cento. Um crescimento quase três vezes superior ao registado em Portugal.

 

Fonte da foto: Mulheres portuguesas trabalham quatro vezes mais tempo em casa do que os homens

 

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publicado às 19:45


Da TAP - "momentos económicos" 1

por Nuno Edgar Fernandes, em 24.04.15

O Prof. Pedro Pita Barros, prof. de Economia na Nova School of Business & Economics escreve no seu Blog " Momentos Económicos" peças de reflexão sobre assuntos económicos variados e com conhecimento de causa. 

Sendo especialista em Economia da Saúde será normal por lá encontrarmos mais vezes posts desse tópico. No entanto também por lá se pode encontrar algumas jóias para reflexão económica noutros domínios, com rigor e qualidades académicas indiscutíveis, sem que deixemos de notar que procuram ser opiniões substanciadas por evidência empírica ou argumentadas com visões devidamente balanceadas  com outras contraditórias e/ou alternativas.

Recentemente o Prof. Pita Barros iniciou uma espécie de périplo pelas Empresas Portuguesas que para ele têm relevância -, não só mediática mas também como é óbvio económica - a que chamou  série " empresas portuguesas". Uma das últimas entradas é acerca da TAP, e reproduzo parte do post aqui hoje porque me parece que o principal do critério científico e qualidade de análise que acima descrevi corroboram a mesma visão que tenho do que se tem estado a passar na Empresa aérea portuguesa e nos ajuda, e muito, a confirmarmos o porquê de tantas maleitas e problemas na Economia Portuguesa persistirem por anos a fio. Como gostaria que em Portugal nos movêssemos muito mais depressa para o debelar deste tipo de problemas que atrasam e prejudicam uma Economia já de si frágil:

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 Prof. Pedro Pita Barros (fonte: Momentos Económicos....e não só)

da série “empresas portuguesas”: TAP

A greve dos pilotos da TAP, anunciada para mais de uma semana no início de maio, trouxe novamente a empresa para as luzes da atenção mediática. Esta decisão criou uma quase unanimidade de reacções negativas, desde os afectados directamente, passageiros do transporte aéreo, aos afectados indirectamente, como os operadores turísticos.

 

(...)

 

O propósito de qualquer greve é a reforçar o poder de negociação do lado que a faz, o que com que quanto maior o dano causado ao outro lado melhor seja. Mas esta visão, se presente, é limitada e limitativa.

A capacidade de negociar dentro da empresa acordos entre trabalhadores e gestão é um aspecto importante, e greves de pilotos não são raras (ainda há pouco tempo registou-se uma na companhia alemã  Lufthansa). E nessa greve, como provavelmente nesta da TAP, a opinião pública acabará por ficar contra os pilotos. O que a prazo é-lhes mais prejudicial em termos de capacidade negociação. Além de ser mais interessante menor poder negocial numa empresa com maior capacidade de distribuir excedentes do que maior poder negocial numa empresa que tenda a desaparecer. E os pilotos da TAP deveriam ter em atenção que a decisão de 2014 do Governo sobre o BES transmite-lhes também uma mensagem – não sendo o valor estratégico (?) da TAP maior que o risco sistémico do BES, porque pensam os sindicatos dos pilotos que o Governo não deixará falir a TAP?

 

 

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publicado às 17:33


No Portugal Contemporâneo debate-se Natalidade

por Nuno Edgar Fernandes, em 17.04.15

Interessante e apropriado este artigo no Diário Económico que se debruça sobre o tema da Natalidade. O autor critica as soluções que têm sido propostas, e propõe foco em melhores políticas de imigração, com as quais concordo. Acrescentaria que se olhasse de forma séria para o perfil da participação das mulheres no mercado de trabalho. Se por um lado se compreende que este aumento muito acentuado se justifique em economias cada vez mais dependentes dos sectores dos serviços - e se deseje que assim seja -, talvez por isso mesmo a mudança estrutural das economias poderá dar uma ajuda se se pensar mais em realocar recursos para outros sectores e incentivar um outro perfil de participação da Mulher no mercado de trabalho. Efectivamente sou de opinião que esta mudança estrutural na Economia portuguesa se acentuou muito depois do 25 de Abril de 1974.

 

Parto normal após cesárea: verdade ou mito

 

 

Por outro lado, e como é referido no artigo, existem provavelmente questões comportamentais e culturais, que o autor indica ao comparar os índices de Natalidade dos Países do Sul da Europa e do Norte do mesmo Continente como factores adicionais que se terá que ter em conta. Noto o pessimismo quanto à mudança destes factores, mas para mim surpreende-me um pouco quando efectivamente o que esteve, ou pareceu estar em causa aquando da Revolução de Abril de 1974 era precisamente um apelo ao desenvolvimento e à mudança cultural dos Portugueses em geral, e das mulheres em particular... de tal forma que dessa forma pudessem ter outro tipo de acesso a mais direitos sociais e institucionais. Nos referidos Países do Norte da Europa com uma melhor tradição de reivindicação de direitos de Cidadania e com Sociedades Civis mais fortes, constata-se que os índices de Natalidade estabilizaram para depois crescerem nos últimos anos com algum significado. Mas talvez aqui esteja parte do início e do fim da solução, ou ajuda decisiva para a resolução deste tipo de problema. Porque é um problema ligado às estruturas sócio-económicas de toda uma Sociedade e não me parece que apenas as melhores políticas de imigração sejam suficientes.

Se os parágrafos anteriores de alguma forma possam ser considerados confusos ou não devidamente sustentados com referências e estudos importantes neste assunto, sublinho que se trata apenas de opinião pessoal, aberta a contraditório, correcção e melhoria se assim se verificar a necessidade das mesmas.

 

Foto: Parto normal após cesárea: verdade ou mito

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publicado às 20:36


Advocacia e Política - negócios à parte

por Nuno Edgar Fernandes, em 23.03.15

Existe facto (heresia inventada?) inegável na vida Política actual que tem sido muito veiculado por quase todos os quadrantes Políticos e Sociais: a alegada promiscuidade entre Políticos, negócios e escritórios de Advocacia. Claro que em contexto de crise económica e social onde as sensibilidades ficam muito facilmente exacerbadas, e o potencial para a desinformação e desconhecimento se tornarem fontes de distorção grave vale a pena sabermos e distinguirmos até onde vai o que é correcto, factual e merecedor de atenção  e o mero ruído de fundo e insinuação vazia sem sentido ou mesmo de duvidosa intencionalidade.

A entrevista hoje publicada no jornal Público por João Vieira de Almeida talvez nos possa ajudar nessa tarefa, que por imperativo democrático e cívico convém sempre realçar e divulgar. Deixo aqui o repost da minha página no Facebook The Daily Politics bem como algumas passagens que me pareceram especialmente relevantes:

Não encontra zonas cinzentas?
Tanto há zonas cinzentas que as estamos a discutir. Mas não podemos saltar do facto de se reconhecer que há advogados que são deputados para a falta de transparência. E é claro que também há advogados com influência política, conforme os ciclos, e que são importantes dentro dos partidos do governo. Esse potencial existe. Mas não se pode extrapolar para a ideia de que a realidade da vida dos grandes escritórios de advocacia e dos grandes advogados é construída em cima disso. Pura e simplesmente não é verdade. 

(....)

Que entidade seria responsável por regular a actividade?
Em Inglaterra, criaram-se organismos, em que os advogados estão presentes e em força, mas também outros sectores da sociedade, que trazem para dentro da profissão uma nova visão, se pensarmos nos clientes. 

(....)

O anterior bastonário da OA criticou o “negócio” da arbitragem e alegou que a Justiça se faz “nos tribunais com juízes e advogados independentes e procuradores e não em centros de mediação ou julgados de paz”.
É mais um sinal de que a OA e alguns advogados pararam no tempo. Têm a ideia de que um escritório não pode ser gerido por profissionais que não sejam advogados e que não pode ser gerido como uma organização empresarial, mesmo se, como na VdA, temos mais de 250 pessoas. 

 (...)

O projecto de revisão do estatuto dos advogados é mais permissivo em termos de buscas policiais aos escritórios de advocacia. Concorda?
Não vejo problema. Defendo mais meios de investigação e a possibilidade de a polícia poder ir a todo o lado, desde que se respeitem os limites do que é o dever de confidencialidade dos advogados e de respeito do segredo de justiça por parte de quem está obrigado. É que há indícios de problemas sérios na fuga de informação.

 

 
 
 

Trata-se de uma entrevista muito relevante para a actualidade Política em Portugal - mas não só. É de relevo Económico também porque aponta pistas sobre como se deve estruturar a relação entre escritórios de advogados ligados a negócios e assuntos políticos/económicos, descreve como a corrupção se pode processar ao nível de Autarquias e em que o Advogado acaba por ser uma espécie de bode expiatório, critíca a forma opaca  e fechada como parece operar a Ordem dos Advogados - talvez por timidez institucional, ou haverá algo mais grave? - até á questão de que as grandes auditoras e bancos de investimento também devem ser vistas e achados nas questões dos grandes negócios do Estado e da alegada promiscuidade... Por fim uma nota pela defesa da legalização e profissionalização da actividade de lobbying à semelhança do que se faz nos Estados Unidos da América.

 

 

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publicado às 12:25


Comentadores e Pensadores. Do que precisamos ?

por Nuno Edgar Fernandes, em 23.03.15

Julgo que a inteligência - por vezes algo estriónica - de Marcelo Rebelo de Sousa deveria ser melhor dirigida para a escrita de artigos de fundo sobre o que pensa para o futuro do País. É de facto comentador de qualidade. Deveria ser mais pensador e real protagonista de algo mais substancial para Sociedade Portuguesa.

 

 

 

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publicado às 10:46


Diálogos I - da Polis

por Nuno Edgar Fernandes, em 16.06.14
...... e foi assim que tinha decorrido até então um diálogo entre Filósofo e o Autor fundador de O Ultimato.....:

 

 

 

Raphael School of Athens Michelangelo.jpg

 

 


"Raphael School of Athens Michelangelo" by Raphael - wiki commons. Licensed under Public domain via Wikimedia Commons.

 

 

Heraclito (H): ... mas pois então caro interlocutor e prezado companheiro de Diálogo, és então privado com uma visão da Polis que naturalmente separa os diversos Poderes Políticos em três, a saber: o Legislativo, o Judicial e o Executivo....?

 

Nuno Edgar Fernandes (NEF): Pois então caro Heraclito, é essa a minha posição. Como sabemos e raramente disputamos, vivemos em regimes de separação de Poderes Políticos que tradicionalmente identificamos como três: Legislativo ou Parlamentar, Judicial e Executivo. Gostaria de identificar a Polis como pertença do Poder Legislativo e/ou Parlamentar (e á qual possamos adicionar instituições da Sociedade Civil e Partidos Políticos). Ao Estado está normalmente reservado, e naquilo que se espera ser harmonia institucional, ambos os Poderes Judicial e Executivo. Penso ser significativo sublinhar a necessidade de desejável harmonia institucional entre os Poderes Judicial e Executivo. 

 

H: O que pensa o meu caro sobre a necessidade de um maior escrutínio dos diversos Poderes Políticos, ou sobre quem o deve fazer.....?

 

NEF: Excelente questão. E como é fundamental que existam excelentes questionadores. E se assim é não me parece problemático ou questionável de que o devido escrutínio dos diversos Poderes deva ser feito pela Polis, pela Sociedade no seu Geral, pois que os frutos e dividendos desse escrutínio a ela pertencem, não é assim caro dialogante....?

 

H: Sem dúvida. Mas que critérios devemos seguir que nos orientem nesse escrutínio. Pois que me parece algo vago apenas afirmar e decretar que a Sociedade e as instituições meramente o devem fazer, não é assim caro Nuno.....?

 

NEF: .... hum [suspiro].... pois, claro que concordo que devem existir os apropriados critérios para o escrutínio dos diversos Poderes Políticos. Idoneidade, seriedade e profissionalismo á prova da mais insidiosa Corrupção devem certamente fazer parte do Menu de critérios. E depois deve também existir uma forma forte e muito credível de assegurar que os critérios e as diligências necessárias são rigorosamente seguidas e implementadas....

 

H: Muito bem, até já Nuno....

 

NEF: ... até já....

 

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publicado às 12:50


Sistemas monetários e Economia Monetária

por Nuno Edgar Fernandes, em 23.04.14

A economia monetária é um importante ramo da Ciência Económica que historicamente prefigura e estende o ramo maior: a Macroeconomia. Providencia uma base conceptual para analisarmos a unidade fundamental da Ciência Económica: Dinheiro. Bem como as suas mais importantes funções, a saber: como meio de troca comercial, como reserva de valor e como unidade contabilística. Faz consideração de como o dinheiro pode ganhar o direito de aceitação nessas funções puramente pelo facto de se ter tornado um Bem Público. Examina os efeitos de sistemas monetários, incluindo a regulação de dinheiro e as instituições financeiras que lhe estão associadas, bem como aspectos internacionais.

 

Na análise monetária procura-se estabelecer as micro-fundações para a chamada Procura agregada de dinheiro e também distinguir relações entre o que se designa por Nominal e Real nas válidas relações monetárias. Assim os termos Macro e micro são clara, rigorosa e separadamente estudados, incluindo os seus efeitos na Economia a nível mais lato e agregado da Procura de bens, serviços ou produtos. E também efeitos no nível de Produto Interno Bruto (tema a tratar separadamente em post posterior). Como exemplo: um efeito Macro é a taxa nominal de inflação dos preços ao consumidor; um efeito micro é a taxa nominal de juro interbancário a um prazo curto. Os seus métodos incluem o derivar e testar as implicações do Dinheiro como activo substituto para outros activos fnanceiros e em fricções explícitas no sistema.

 

Tradicionalmente as principais áreas de investigação em Economia monetária podem perfeitamente ser listadas e categorizadas. Normalmente versam sobre temas como:

  • Determinantes empíricos para a Oferta Monetária: em sentido estrito ou lato ou indexado à actividade económica.
  • Teorias de Deflação e espiral de dívida deflacionaria,  teorias de balanço de contas que reitera que a sobre-extensão de crédito (oferta monetária extra) associada a subsequente queda de preços dos activos geram flutuações no ciclo económico através do chamado efeito de riqueza no valor do resultado líquido e alterações na Procura por Produto e procura monetária.
  • Implicações monetárias na relação nível de preços/macroeconomia
  • A Teoria Quantitativa do Dinheiro, ou monetarismo e a importância da estabilidade da relação entre oferta monetária e as taxas de juro, o nível geral de preços e o PIB (Produto Interno Bruto) nominal e real.
  • Impactos monetários nas taxas de juro na Curva das Taxas de Juro.
  • Lições a retirar da História Monetária/Financeira
  • Mecanismos de Transmissão da Política Monetária para a Macroeconomia.
  • O binómio Política Monetária/Política Fiscal e sua importância para a estabilidade macroeconómica.
  • A neutralidade do Dinheiro/ Ilusão Monetária e implicações para a Oferta Monetária e suas variações, bem como para o nível de inflação, nível de preços e PIB
  • Implicações Monetárias para questões de imperfeita informação e assimetria de informação
  • Testes e testabilidade e implicações das teorias de Expectativas Racionais dos Agentes Económicos para nas mudanças do PIB ou inflação.
  • A Teoria dos Jogos como modelo paradigmático das instituições financeiras e monetárias.
  • A Política Económica da Regulação Financeira e da Política Monetária.
  • As possíveis vantagens de seguir e cumprir uma Regra de Política Monetária para evitar ineficiências resultantes de inconsistências temporais na discricionariedade de políticas
  • '' o que quer que seja que os Banqueiros Centrais possam estar interessados ''

 

Feita esta introdução á Economia Monetária podemos agora descrever o que se entende por Sistema Monetário. Basicamente ao longo da História económica deverão ter existido diversos tipos de sistemas monetários. Alguns foram bem sucedidos; outros simplesmente desapareceram sem deixar rasto. O que ficou, particularmente nos últimos séculos desde a era moderna passando pela Revolução Industrial, são dois sistemas. Um mais antigo e que vigorou até quase o fim do Séc. XX: sistema monetário indexado ao Ouro, na expressão inglesa Gold Standard. E um sistema mais recente e que actualmente vigora: um sistema de dinheiro moeda puro ou na expressão inglesa Fiat Currency.

Enquanto no Gold Standard o valor do dinheiro é indexado a uma Matéria-prima que possui um valor largamente aceite como alto e estável, no regime de Fiat Currency o valor do dinheiro é inteiramente dependente da confiança institucional depositada por uma comunidade de cidadãos e agentes no sistema centralizado de transacções financeiras: o valor do dinheiro deixa de estar indexado para de certa forma possuir propriedade espontânea decorrente dessa confiança.

 

Trata-se de tema de debate intenso, tanto academicamente como nos círculos oficiais dos Bancos Centrais, sobre qual dos dois sistemas acima descritos oferece maiores garantias de estabilidade. O nosso sistema corrente é um sistema de Fiat Currency. Mas depois dos acontecimentos ligados á crise financeira de 2007-2008 muito do capital de confiança do sistema foi posto em causa. Muitos analistas apontaram o comportamento dos Banqueiros centrais e as suas não muito transparentes acções como estando na base da crise. Outros não são da mesma opinião e defendem que serão mais aspectos comportamentais intrínsecos dos Agentes bem como dos Mercados Financeiros desde a sua génese (que relembremos nunca foi estável e sempre  sujeito e atreito á instabilidade) aliado á distorção de incentivos presentes no mercado (aqui sem dúvida com a influência dos sectores oficiais -  e não só dos Bancos Centrais). A minha opinião e análise pessoal pende mais para esta última.

 

È importante também frisar a importância dos sistemas monetários para o financiamento público de governos e Estados e o seu papel na Crise das Dívidas soberanas na zona Euro.

 

E por hoje é só. Até ao próximo toque.

 

 

Ref. http://en.wikipedia.org/wiki/Monetary_system

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publicado às 15:23


A importância da Literacia Financeira

por Nuno Edgar Fernandes, em 14.04.14

Estamos de volta no Ultimato.   

 

Recentemente fui abordado por personalidade ligada ao sector bancário português para participar num Blogue dedicado á educação financeira, á literacia financeira e á divulgação e disseminação de informação relativa a assuntos financeiros. Fiquei honrado e prometi escrever algo, e visto que percebi que a personalidade em questão já tinha lido o Ultimato, o local certo para esse texto seria aqui. Mesmo se depois o ou os meus textos pudessem ser posteriormente republicados nesse Blogue, seria aqui que teriam o primeiro palco de observância.

 

E lembrei-me de começar precisamente por destacar o facto de Abril ser o mês da Literacia Financeira para a muito Americana Federal Trade Commision. A literacia e conhecimentos relativos a questões financeiras são importantes por muitos prismas e perspectivas. Desde logo porque apesar de quase tudo nestas questões parecer óbvio ou trivial, dada a influência  do dinheiro nas nossas vidas, quando falamos de Literacia e de conhecimentos, referimo-nos a níveis que estão logo á partida um pouco mais fundo no complexo esquema de relações e interacções nos actuais sistemas financeiros. E obviamente existem níveis cada vez mais e mais profundos de conhecimentos. Todos, uns mais outros menos naturalmente, sabemos bem o que é um depósito bancário, um empréstimo bancário, uma conta á ordem ou a prazo, um contracto de crédito, uma acção ou título de uma empresa cotada, etc.. Mas se queremos saber o que realmente significam num contexto mais alargado e da relação que têm com questões económicas de maior escala percebemos que necessitamos de conhecimentos mais aprofundados.

 

Em conclusão queria aproveitar a oportunidade para referir que este Blog não se coibe de promover a Literacia Financeira e conhecimentos Económicos e Financeiros de relevância, de promover as competências e valores associados ao dinheiro, nas escolas e em contextos pedagógicos e de aprendizagem ou formação. E obviamente não se fecha a quem queira participar, comentar, republicar, criticar e melhorar. Porque não pertendo dar a entender que tudo sei e que nada tenho a aprender com a participação dos outros. Afinal o mundo dos Blogs é na sua essência participativo e colaborativo.

 

Assim sendo o tom do Ultimato nos próximos tempos será mais didáctico, com mais atenção á qualidade e rigor do que é publicado e com uma audiência alvo que tenderá a ser etariamente o mais ecléctica possível. Sim, porque se tratam de assuntos de pedagogia indispensável.

 

Reservo para mim o critério do que publicar, abordando um tópico se tal me parecer apropriado e atempado.

 

Um bem haja e até ao próximo toque a rebate do Ultimato.

 

 

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publicado às 16:31


Os Melhores Gestores de Activos

por Nuno Edgar Fernandes, em 11.12.13

No seguimento de post anterior em que fazia referencia a João Pinto, Partner da Fincor, Sociedade Corretora, estamos de volta no Ultimato com novidades. Desta vez e depois de alteração em relação á carreira do Gestor mencionado prestamos aqui atenção ao trabalho desenvolvido por uma das maiores Gestoras de Activos do Mundo, a Blackrock do qual se tornou recentemente Associate Financial Advisor

 

BlackRock’s 2014 Outlook—The List: What to Know, What to Do from João Pinto

 

Este documento tem interesse por diversos motivos, desde logo por ser um óptimo ponto de referencia a seguir para investidores que queiram ou necessitem de guias e indicadores nos seus investimentos e decisões para o ano que se presta a iniciar. Certamente a seguir com atenção e que poderá ser ajuda para se poder ter uma melhor noção sobre o que saber e o que fazer em matéria de Investimentos para 2014. Ah, e já agora um grande Ano para João e para a comunidade de Investidores e profissionais financeiros em Portugal e além fronteiras.

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publicado às 18:21


Corretora Fincor

por Nuno Edgar Fernandes, em 15.11.13

Muito bem-vindos de novo ao Blog O Ultimato. Depois de longa pausa no meio das peripécias do Verão, finalmente estou de regresso.

Confesso que com nostalgia de escrever na Língua Mãe! Afinal tal deveria ser o mais natural. Será sempre....

Hoje este post procura inaugurar a divulgação de uma Newsletter de uma empresa Portuguesa de corretagem (Brokerage) financeira de nome Fincor e da qual é Partner amigo meu do mundo das redes sociais de nome João Pinto, pessoa que tenho considerado inspirador e que estimo, apesar de não conhecer pessoalmente. Parece-me bem do ponto de vista de Design este breviário com um sentido de síntese notável. E sempre informativo e útil.

 

Newsletter diaria Fincor Market Perspectives from João Pinto

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publicado às 12:49


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