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Correio Expresso

por Nuno Edgar Fernandes, em 25.07.13

O anuncio da privatização dos CTT não surpreende. Será interessante conhecer-se o projecto estratégico para a empresa, sobretudo se nos lembrarmos de possível polémica em torno da questão do serviço universal de Correios. Apesar de por princípio não achar que a privatização  é má para a Empresa, para o Estado Português ou mesmo para os Portugueses em geral, julgo que esclarecimentos adicionais serão bem vindos quanto  á questão de sabermos quem vai assegurar o Serviço Universal e quantas repartições dos Correios vão ser encerradas. Penso sobretudo nas repartições do interior ou de zonas com menor dinâmica económica. Como vem veiculado na imprensa económica de hoje, a venda do capital social da empresa poderá ser total, mesmo das participadas. O que necessariamente faz crescer a curiosidade em relação aos interessados e se os mesmos poderão assegurar estratégia para a empresa que salvaguarde o melhor serviço postal possível para o País. 

Falamos de um sector com transformações interessantes nos anos recentes, e que vai continuar a atrair a atenção nos próximos tempos. Os desenvolvimentos tecnológicos mais recentes tornaram muitas actividades de Correios obsoletas, mas também tem o potencial de fazer emergir novas formas de distribuição logística, e nesta matéria não duvido de que os potencias interessados nos CTT queiram sobretudo implementar as suas inovações tecnológicas numa rede já montada e consolidada.

Quanto á questao de todo o processo de Privatizacao ser transparente e no melhor interesse de todas as partes envolvidas deixo, aqui excerto do artigo da imprensa económica de hoje atrás referido:

 

' Em conferência de imprensa, o secretário de Estado das Finanças escusou-se a avançar com uma expectativa de receita, preferindo frisar que o Governo tomará uma decisão com base no projecto estratégico apresentado para a empresa, a idoneidade dos investidores e a robustez financeira da proposta. Admitiu contudo que "o encaixe financeiro é determinante" nesta fase do País.

Manuel Rodrigues explicou também que o processo de privatização dos CTT irá desenrolar-se em duas fases, uma primeira onde as ofertas não são definitivas e uma última onde as propostas serão vinculativas.

O governante não se quis comprometer com um calendário mas disse esperar que as propostas vinculativas cheguem até ao final do ano. Manuel Rodrigues antecipa um "processo competitivo" com "um número elevado de interessados".

O secretário de Estado disse ainda que a Parpública disponibilizará ao Tribunal de Contas e à CMVM todos os pareceres e relatórios de forma a garantir a transparência do processo.'

   

Aguardaremos com serenidade e optimismo. 

 

Referencia:

http://economico.sapo.pt/noticias/governo-avanca-com-venda-total-dos-ctt_174245.html


 

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publicado às 16:52


Petrolífera Portuguesa

por Nuno Edgar Fernandes, em 25.07.13

A empresa Petrolífera Portuguesa Galp é uma empresa a sério. Mesmo considerando tratar-se empresa com média dimensão á escala Europeia e Global a operar no seu sector - analisando a sua quota de mercado - parece no entanto ser bem gerida, com competência e rigor. E tem feito inúmeros esforços de internacionalização e de presença á escala Global. Desde a forma como recentemente participou em actividade de atracção de investimento em praças financeiras da importância da de Londres até á esta recente operação de prospecção de Petróleo em Terras Brasileiras, a Galp é caso de estudo de qualidade de Gestão e estratégia empresarial. Ou pelo menos até ao momento. Transcrevo em baixo excerto do artigo do jornal Económico referido:

 

A Galp confirmou hoje que os testes realizados num poço na área de Iara da Bacia de Santos confirmam as boas perspectivas para a extracção petrolífera. "Os resultados obtidos com o poço 3-RJS-706 (3-BRSA-1132-RJS), informalmente conhecido como Iara Oeste-2, reforçaram o potencial de petróleo leve recuperável de Iara e comprovaram a descoberta de petróleo de boa qualidade (28º API), conforme informação divulgada ao mercado no dia 5 de Março", referiu a empresa liderada por Ferreira de Oliveira em comunicado.

A petrolífera adianta ainda que "os reservatórios carbonáticos apresentaram óptimas condições de porosidade e permeabilidade a partir de 5.260 metros de profundidade, com características superiores às encontradas no poço descobridor (1-RJS-656, Iara). Os resultados do teste de formação confirmaram a excelente produtividade dos reservatórios".'


Parece-me ser uma descoberta significativa e que poderá ser relevante para a Galp e o seu futuro no sector Petrolífero. Mas a Galp tem também importante presença estratégica no sector do Gás natural e seria com certeza interessante sabermos das novidades neste âmbito. Por outro lado a Galp procura não deixar de lado o que pode fazer a nível das Energias Renováveis, apesar de ter tido algumas dificuldades, também recentemente vindas a público. Julgo que a sorte da Galp também é a sorte do sector energético Português!

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publicado às 12:22


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