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O que é um Derivado?

por Nuno Edgar Fernandes, em 19.06.13

No seguimento do post de ontem vou então dar inicio a uma série de definições e entradas de Literacia Financeira, Investimentos e Economia& Finanças em Língua Portuguesa. Dedico-me a esta tarefa com fascínio e sentido de missão porque penso que estes assuntos não são devidamente tratados, divulgados e esclarecidos pela nossa intelegentsia, nem pela nossa imprensa, mesmo a especializada, talvez por questões óbvias de viabilidade comercial. Por outro lado, julgo que estas questões, por serem de importância fundamental para o funcionamento da Economia, e portanto de toda a Sociedade necessitam de ser o mais amplamente divulgadas, para que os cidadãos e agentes económicos possam estar bem informados e formados para assim tomarem as melhores decisões. E há ainda a missão  de rejuvenescer a imagem destes domínios e assuntos para assim se proceder a recuperação da boa imagem de actividades e modelos de negócios no âmbito dos serviços financeiros, consultadoria económica e tecnologias de informação e plataformas de serviços variados ligados a estes sectores que desempenham papel central na competitividade de uma Economia moderna para o Sec. XXI. Parece-me que o público em geral em Portugal tem uma percepção algo difusa e não estruturada destes assuntos e qualquer contributo para a melhoria e aprofundamento desta percepção apenas pode ser positivo.

Escolhi para primeiro tópico: a nocao de Derivado.

Um Derivado é um contrato o qual se acorda o compromisso de pagamentos futuros (cash-flows), cujo montante é calculado com base no valor assumido por uma variável, tal como o preço de um outro activo (e.g. uma acção ou commodity (matéria-prima)), a inflação acumulada no período, a taxa de câmbio, taxa básica de juros ou qualquer outra variável dotada de significado económico. Derivados recebem esta denominação porque seu preço de compra e venda deriva do preço de outro ativo, denominado ativo-objecto.

No início do desenvolvimento dos mercados financeiros, os derivados foram criados como forma de proteger os agentes económicos (produtores ou comerciantes) contra os riscos decorrentes de flutuações de preços, durante períodos de escassez ou superprodução do produto negociado, por exemplo.

Atualmente, no entanto, a ideia básica dos agentes económicos, ao operar com derivados, é obter um ganho financeiro nas operações de forma a compensar perdas em outras atividades económicas. Desvalorização cambial e variações bruscas nas taxas de juros são exemplos de situações que já ocorreram na economia, nas quais os prejuízos foram reduzidos ou até se transformaram em ganhos para os agentes económicos que protegeram os seus investimentos realizando operações com derivados.

Entre os derivados mais populares encontram-se as opções e, sobre estas, existem diversos modelos teóricos de valorização. Dentre estes modelos, um dos mais difundidos é o Modelo de Black & Scholes, publicado por Robert C. Merton e denominado em honra Fischer Black e Myron Scholes, cuja formulação rendeu o Nobel de Economia aos seus autores, Merton e Scholes (Black já tinha falecido quando o prémio foi dado). Os mercados futuros e de opções são extremamente importantes no mercado financeiro. Utilizados por hedgersespeculadores e arbitradores, a sua formação de preços deriva de mercadorias e de ativos financeiros.


Como nota final queria voltar a destacar a importancia dos Derivados nos Mercados Financeiros contemporâneos globalizados, principalmente como ferramenta de Gestão de Risco Financeiro. Esta definição é particularmente importante no contexto de discussão á volta de recentes polémicas em Portugal como a questão das Swaps, ou a utilização generalizada dos Derivados em outras operações que envolvem Parceria Público-Privadas (PPP) ou na Gestão de fluxos de caixa nas mais variadas instituições e empresas, com destaque óbvio para as do sector financeiro.


Referencia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Derivado


ps: nao pude evitar o azul dos hiperlinks do artigo original da Wikipédia. Pelo possível incómodo peco eventual desculpa.

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publicado às 16:19


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