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Portugal o seu Tempo e o Mundo

por Nuno Edgar Fernandes, em 02.09.17

Passaram cerca de 18 meses desde o meu último Post neste Blogue que agora decidi denominar de Portugal, o seu Tempo e o Mundo. 

 

Esta decisão procede de ter constado que o anterior Blogue que servia de web-site de referência à minha página do Facebook e que se chamava Portugal Contemporâneo, não estar a ser um nome apropriado. Já havia percebido por mim próprio que este não era um nome original. No entanto decidi manter esse nome por tempo indeterminado. Chegou agora o tempo de mudar.

 

O Ultimato - anterior nome deste Blogue - também me pareceu ser uma designação fora de tempo e de espírito. Portugal - porventura de forma incerta e sem convicção sólida... -, já não precisará de ultimatos sobretudo da mesma natureza do famigerado aviso Britânico às pretensões Portuguesas na África austral do fim do Séc. XIX.

 

Mas certamente Portugal precisa e precisará sempre de quem o projecte, o divulgue e o enquadre no mundo acelerado em que actualmente vivemos. O nosso (e meu...já agora) País vive num tempo de aceleração diferente desse Mundo a que me refiro. No entanto está também atento. Ou deverá estar ainda muito mais atento. Essa é a missão deste Blogue. Estar atento às dinâmicas que mais interessam a Portugal. Divulgar, sobre elas pensar aprofundadamente e densamente; sobre elas verter novas luzes e perspectivas. 

 

Sempre na esperança de que Portugal, o seu Tempo e o Mundo possam estar de perto e de mão dadas para um futuro melhor. O leitor e demais audiência estão para isso de novo calorosamente convidados. 

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publicado às 15:42


Espectros Políticos ou o fim das Ideologias ?

por Nuno Edgar Fernandes, em 24.01.16

Mais uma vez em Portugal Contemporâneo:

 

Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, também por vezes aceitei ou concordei com algumas daquelas crenças que são alvo da crítica dura por parte de Pacheco Pereira. Mesmo que por disposição ou tendência natural tenha por essas posições uma posição neutra ou de simpatia, não me revejo em crenças e Políticas de assumidos enviesamentos ultra ' Capitalismo Selvagem', para usar expressão que se torne inteligível por todos.

Mas por outro lado não considero que haja, em Portugal, um sério problema ideológico com a chamada Direita moderada, ou mesmo um qualquer processo de radicalização desse espectro Político. Fico com a sensação de que Pacheco Pereira justifica as suas crenças a partir de uma perspectiva excessivamente intra-partidária e da qual tem experiência vasta, que não será a perspectiva mais abrangente sobre o que realmente pensam os Portugueses de boa consciência sobre o que se está ou vai passar nas questões de poder Político no futuro. E vaticino o mesmo para a Europa e a zona Euro, embora aí sim os processos políticos descritos por Pacheco Pereira possam vir a concretizar-se se entretanto acontecer o pior....

 

Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, també...

Posted by Portugal Contemporâneo on Saturday, January 16, 2016

 

 

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publicado às 17:51


Espectros Políticos ou o fim das Ideologias ?

por Nuno Edgar Fernandes, em 16.01.16

Mais uma vez em Portugal Contemporâneo:

 

Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, também por vezes aceitei ou concordei com algumas daquelas crenças que são alvo da crítica dura por parte de Pacheco Pereira. Mesmo que por disposição ou tendência natural tenha por essas posições uma posição neutra ou de simpatia, não me revejo em crenças e Políticas de assumidos enviesamentos ultra ' Capitalismo Selvagem', para usar expressão que se torne inteligível por todos.

Mas por outro lado não considero que haja, em Portugal, um sério problema ideológico com a chamada Direita moderada, ou mesmo um qualquer processo de radicalização desse espectro Político. Fico com a sensação de que Pacheco Pereira justifica as suas crenças a partir de uma perspectiva excessivamente intra-partidária e da qual tem experiência vasta, que não será a perspectiva mais abrangente sobre o que realmente pensam os Portugueses de boa consciência sobre o que se está ou vai passar nas questões de poder Político no futuro. E vaticino o mesmo para a Europa e a zona Euro, embora aí sim os processos políticos descritos por Pacheco Pereira possam vir a concretizar-se se entretanto acontecer o pior....

 

Gostei. Admito com humildade que revendo algumas das minhas posições, sobretudo as relativas às relações laborais, també...

Posted by Portugal Contemporâneo on Saturday, January 16, 2016

 

 

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publicado às 17:41


Presidenciais 2016 - Marcelo e o seu Portugal

por Nuno Edgar Fernandes, em 15.01.16

Reproduzo aqui um post recente em Portugal Contemporâneo. Para quem gosta de o Ultimato.  

Existem várias coisas que me agradam em Marcelo Rebelo de Sousa. Uma mente brilhante, rápida e esclarecida como poucas, de nível muito para lá do que estamos habituados em Portugal. É um profundo conhecedor de questões Constitucionais, legais e Legislativas, nas quais é reputado especialista como se sabe; tem sido alguém que acompanha muito de perto a Política Portuguesa e foi mesmo inovador no tempo pré-Revolucionário em Análise e Filosofia Política, num País que na altura, tal como hoje (por estes dias com mais ... valha a verdade), sem Cultura Política e adequados níveis Cívicos e de participação Política para uma decente Democracia -- sem referir o que quer que seja na questão dos conhecimentos necessários e literacia para poder perceber o que pensava o Professor nessa altura... --; analisa como poucos com quase perfeita qualidade psicanalítica o estado de espírito e as manobras das mais variadas personalidades e percebe e sente a actualidade Política como ninguém.

Foi líder partidário, o que é mais valia para se conhecer melhor o País político e as suas idiossincrasias e defeitos, que são muitos, mas que sempre deu a impressão de os ignorar ou não perceber, o que talvez explique que não tenha tido o sucesso eleitoral noutras contendas, tal como desejava. Mas foi sempre hábil e com capacidade para separar o que deveria ser separado e ser coerente com os seus valores, mesmo que as opiniões se possam dividir neste ponto.

Mas no entanto o que mais me desagrada em tudo isto é que isto não chega para se ser Presidente da República. Para mim o Presidente da República tem de ter uma visão, repito Visão, para o País e tem de a tornar clara... Visão não é querer intrometer-se em questões Governativas e executivas. Mas é ter aquela influência que tem peso, que mexe, que avisa, que promove os melhores contextos, que tem substância.

Posso ser e ter uma Mente brilhante e rápida. Mas quero-a também cheia de Vida e que dá a impressão de que dá essa Vida (de forma metafórica como é óbvio) ao seu Povo...

Digo tudo isto mesmo confessando que é nele que voto, porque não vejo mais nada para além do que referi nos que estão a ser os seus desafiantes.

 

Existem várias coisas que me agradam em Marcelo Rebelo de Sousa. Uma mente brilhante, rápida e esclarecida como poucas,...

Posted by Portugal Contemporâneo on Friday, January 15, 2016

 

 

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publicado às 12:09


Os casos do Sistema Financeiro português: o Banif

por Nuno Edgar Fernandes, em 19.12.15

Mais um re-post aqui no Ultimato de Portugal Contemporâneo:

 

Uma opinião que compartilho. Um traço comportamental e cultural de Portugal, que corrompe muito da capacidade do País ser mais próspero: mesquinhez e inveja em relação aquilo que o vizinho do lado tem ou não tem. Os problemas destas questões não se esgotam em casos particulares, e é especialmente grave e destrutivo quando é um problema generalizado na Sociedade, instigado por insuspeitos e Cultivado por ignorantes.

 

' A vida e a obra de Horácio Roque constituem um exemplo. Um verdadeiro empreendedor, sem medo de arriscar e com visão para criar riqueza. Num país onde há muita inveja em relação a quem tem dinheiro, é importante sublinhar que a criação de riqueza beneficia milhares de pessoas. Os investimentos de Horácio Roque criaram dezenas de milhares de postos de trabalhos e ajudaram milhares de pessoas a viverem melhor e também elas a criar riqueza. A admiração e o apreço que os trabalhadores tinham por Horácio Roque testemunham a sabedoria com que geria as suas empresas. Ao contrário do que afirmam certas ideologias radicais, os empresários e os trabalhadores sentem-se bem próximos uns dos outros. '

 

Uma opinião que compartilho. Um traço comportamental e cultural de Portugal, que corrompe muito da capacidade do País...

Posted by Portugal Contemporâneo on Saturday, December 19, 2015

 

Horácio Roque e o sistema financeiro português

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publicado às 17:52


Categorias políticas e a inovação institucional

por Nuno Edgar Fernandes, em 10.11.15

Republico hoje o Post que ontem publiquei em Portugal Contemporâneo:

Apesar da minha defesa e demonstração de apreço por ideias políticas de direita devo dizer que não possuo nenhuma militância política nem pretendo algum dia vir a ter, salvo a excepção de acontecimentos ou circunstâncias -- assaz improváveis -- que possam fazer-me mudar o que quer que seja este estado de coisas.
No entanto não posso deixar de sublinhar que aquela posição é manifestamente de tom moderado e na realidade a minha posição e tendência é mais ao centro do centro do espectro político, o que me dá espaço para inclusive sublinhar a visão de conceitos que refutam estas categorias políticas, que apesar de ainda terem alguma relevância, não as auguro um futuro muito risonho, e julgo que o mais importante seria que o debate em Política se centrasse mais em categorias como o Liberalismo Clássico (como aquele que parece emergir das recentes eleições no Canadá), o liberalismo de cariz "americanizado" que para nós Europeus estaria mais perto do que chamamos o Centro-esquerda moderado, o Conservadorismo Clássico de pendor Centro-direita e que pode ser mais ou menos moderado, o Conservadorismo de esquerda e extrema esquerda que entre nós tem no PCP e noutros fiéis militantes os principais representantes, os anarco-sindicalismos e Esquerdas novas que não são fáceis de categorizar e que pela qual não consigo ter nenhum sentimento concreto a não ser o melhor respeito por pessoas e pelas suas convicções (tenho mesmo a impressão de que muitas destas pessoas são muitíssimo bem educadas e intencionadas..); e por fim talvez no futuro a emergência de novas categorias que seriam amplamente bem-vindas, se as mesmas surgissem num ambiente de inovação conceptual e institucional, que é desejada e para a qual pessoas como eu teriam amplo gosto em ser assíduo "contribuinte líquido", talvez apenas só numa vertente imaterial...
Tudo isto vem a propósito de desejar a qualquer Governo que se venha a estabelecer em Portugal, que tenha a melhor das sortes e que possa com seriedade responder aos problemas e desafios deste velho e Histórico País de gente simples, mas que a tempos é corajosa e capaz.... E, para mim, na frente das prioridades para Portugal é de facto ter uma Economia digna desse nome e com um verdadeiro "outlook" de Séc. XXI, mais competitiva, mas sobretudo, e porque este é o problemas dos problemas mais PRODUTIVA. Tudo o que possa fazer da Economia portuguesa mais produtiva é bem vindo. E a produtividade de que falo é a produtividade de factores totais, e não só a do factor trabalho, aliás a mais importante é mesmo a produtividade do factor Capital. Portanto qualquer Governo que se estabeleça, tenha ele a cor que tiver, tenha a estrutura que o sustente aquela que tenha, tem de saber responder a este problema essencial: como vamos tornar Portugal mais competitivo e capaz de atrair o tipo de factor de produtividade que realmente conta: o Capital e investimento produtivo...
Se esse Governo fosse mais à direita ou mais à esquerda, se tivesse sucesso nesse desiderato, teria todo o meu apoio...

 

Francamente o que tenho na minha mente neste momento é isto (é a pergunta que está na caixa de posts do Facebook, que...

Posted by Portugal Contemporâneo on Monday, November 9, 2015

 

 

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publicado às 11:08

Gostaria de reencaminhar hoje aqui mais um Post na minha Página do Facebook, Portugal Contemporâneo, que tem granjeado um número crescente de apreciadores, graças, e desde já com agradecimento especial, a um dos meus amigos nessa rede social que me tem ajudado à sua promoção.

 

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Portugal acusa gestor formado em Harvard de manipular dívida. E exige 820 mil euros

Este artigo impressionou-me por vários motivos. Mas o principal, e que até à data julgava de forma informal e descontraída é este: os artigos escrito em Blogues ou Websites, com ampla audiência e por respeitados académicos poder mesmo ter consequências materiais concretas, e ser passível de responsabilização criminal.

 

Este artigo impressionou-me por vários motivos. Mas o principal, e que até à data julgava de forma informal e descontraí...

Posted by Portugal Contemporâneo on Friday, October 30, 2015

 

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publicado às 12:05

Quando em Dezembro de 2005 decidi sair de Portugal e emigrar para a Inglaterra não fazia ainda ideia, até por não me interessar muito por questões políticas na altura, de factos relativos à qualidade institucional na Política portuguesa. Na altura o que me interessava era escapar de uma terrível crise económica e social e de um discurso e retórica profundamente desagradáveis e negativas, procurar melhores condições de vida e de emprego e uma outra perspectiva do Mundo e de tudo. Vivia e sentia confusão perante o que sentia ser uma rota algo caótica e desadequada da Sociedade e Economia Portuguesa de então; francamente o crepúsculo da anterior desejada estabilidade já estava presente e se sentia por todo o lado...
No entanto essa minha experiência internacional vincou, aprofundou e inclusive mudou para pior a impressão de desajuste que naquela altura sentia. Fiquei sempre algo chocado com a imagem internacional do País, sobretudo quando visto sob a perspectiva dos Países mais avançados da Europa; em Inglaterra esta zona do Mundo é a Espanha e o seu retalho de Países que realmente conta... Em Outubro de 2009 não vivia portanto em Portugal e seria para mim difícil ajuizar correctamente a esta distância como estava o País, até porque eram parcas as vezes em que procurava inteirar-me, e por outro lado nem muito interessado estava vivendo como vivia num País de matriz Global e onde solicitações informativas são muitas e por muitos outros caminhos. Mas o que hoje posso constatar, depois de em Junho de 2011 ter para cá regressado é que a situação do País já era de facto então muito grave e que a derrocada e lamentável caminho para a fragilização institucional já estava em pleno curso.
Tudo isto vem a propósito de endereçar parabéns a mais uma excelente reflexão sobre a Política portuguesa e a sua actual situação por André Azevedo Alves no ‪‎Observador‬, em que de forma lúcida e equilibrada nos diz que o País está efectivamente numa encruzilhada, e que agora em Outubro de 2015 a crescente fragilidade institucional, de regime e sistema político poderá ter contornos de ruptura. Ninguém de bom senso o deseja, como é óbvio, no entanto será nestas alturas que lideranças fortes, responsáveis e à devida altura das exigências se exige que surjam; e que saibam serenamente interpretar devidamente os resultados da Eleições de 4 de Outubro que não me parece que tenham sido tão ambíguas como isso...

 

 

Portugal Contemporâneo

 

A esse propósito gostaria apenas de referir que poderemos, talvez devemos, assistir desta vez em Portugal à confirmação de que os Governos maioritários não são necessariamente os melhores Governos, vistas as circunstâncias e tempos diferentes, e que o precedente do anterior Governo demonstrou, com as repetidas iniciativas legislativas a serem inúmeras vezes questionadas quer pelo Presidente da República quer rejeitadas em sede de Tribunal Constitucional. Talvez em vez de se questionar a Constituição, mesmo que com alguns retoques o enquadramento e espírito da Lei Fundamental pudessem ser renovados, estes novos tempos Políticos exigem a todos os agentes políticos a capacidade de chegar a compromissos e atitudes irredutivelmente conciliadoras e não confrontadoras. Não deixa de ser curioso que a resposta dos agentes Políticos perante resultados eleitorais ambíguos seja a polarização e o radicalismo....
Mas provavelmente só é curioso para quem olha de fora e não sente o sistema por dentro.

 

Quando em Dezembro de 2005 decidi sair de Portugal e emigrar para a Inglaterra não fazia ainda ideia, até por não me...

Posted by Portugal Contemporâneo on Saturday, October 10, 2015

 

 

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publicado às 16:50


Estudos sobre Felicidade. Caso Português e comparações.

por Nuno Edgar Fernandes, em 09.06.15

Republico aqui post em página pessoal no meu Facebook sobre o tópico da Felicidade.

Foi com interesse e prazer que assisti ontem na RTP1 a um debate sobre o tópico da Felicidade. Gostei e pude ouvir diversos testemunhos e opiniões sobre um assunto reconhecidamente controverso e onde a subjectividade individual tem sempre um importante papel, até para que se distinga melhor o trigo do joio. No entanto gostaria também de referir que os dados que têm vindo a Público de estudos feitos sobre o tópico da Felicidade e do bem-estar a nível Internacional não são muito abonatórios para Portugal e a sua Sociedade.

Reconheço, e para voltar a acentuar o carácter relativo e subjectivo de tópicos com este, que a margem de erro ou diferenciadas perspectivas sobre a Felicidade e o bem-estar têm de ser sempre tidas em conta. Mas gostaria de focar em algo que foi aflorado no debate mas que não terá sido explicitado. Talvez um dos factores que informa de forma vincada a forma como os referidos estudos Internacionais são efectuados acabam por ter algo a ver, na minha opinião, com um traço Cultural e quiçá Antropológico que pode ser importante para a Felicidade e o bem-estar: uma forte Ética para o aperfeiçoamento da nossa mais íntima Condição Humana, sem sacrificar a nossa óbvia Natureza gregária e Social e cair em abjecto Individualismo.

Talvez então não nos deveríamos surpreender de confirmar que os Países e Culturas como as do Norte da Europa apresentem os melhores índices de bem-estar, mesmo que se verifiquem fenómenos parias como a Venezuela ou Brasil poderem estar à frente de Portugal ou Espanha nestes índices mas isso poderá dever-se a outros factores de componente subjectiva explícita que entram nos Estudos. Nesses Países a forte Ética de aperfeiçoamento da nossa Condição é uma clara evidência.

Portanto se e como pudermos instigar em Sociedades como a Portuguesa uma Ética para o aperfeiçoamento, que chega de forma mais efectiva e profunda a todos, e nomeadamente àqueles que mais responsabilidade têm e que em melhor posição poderão estar para decidir por eles e também com influência na vida dos outros, então a partir daí estaremos melhor preparados para subir uns lugares nos rankings de todos os Estudos Internacionais sobre esta matéria.

 

Foi com interesse e prazer que assisti ontem na RTP1 a um debate sobre o tópico da Felicidade. Gostei e pude ouvir...

Posted by Portugal Contemporâneo on Tuesday, June 9, 2015

 

 

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publicado às 13:54


Liberalismo e "Estatismo": Portugal sem Direita Democrática

por Nuno Edgar Fernandes, em 04.06.15

Este post reproduz uma partilha em páginas pessoais no Facebook. Comenta texto, ensaio de Maria de Fátima Bonifácio no Observador que é muito bom e de leitura recomendável. Mudou a minha errada percepção de que em Portugal nunca tenha existido o verdadeiro Liberalismo, de carácter sobretudo Político mas que é também capaz de ter conotações com o Liberalismo de teor mais Económico/Social. Mas como em tudo em Portugal até mesmo essa suposta Cultura Política semi-liberal - talvez por um Sec. XIX fortemente influenciado nas nossas elites pelo Liberalismo Anglo-Saxónico - foi sempre vivida de forma muito ténue, tímida e incapaz de verdadeiramente ser uma força a ter em conta na Sociedade em geral. Importante a reflexão de como a excessiva influencia da Igreja Católica tenha sido em parte responsável pela Sociedade nunca ter conseguido evitar o Estatismo que acabou por se radicalizar no Salazarismo, que não por acaso sempre se deu muito bem com a Instituição religiosa. Não devemos esquecer que as Sociedades Europeias mais avançadas são laicizadas há pelo menos 400 anos.... !!

" Sá Carneiro levou cinco anos a relegitimar a direita, mas uma direita social-democrata, progressista, e tão envergonhada – e fraca – que se prestou a assinar (excepto o CDS) a absurda Constituição de 1976, que pretendia amarrar todo o País, toda a gente, ao rumo para o socialismo sob tutela militar. Após as duas mais importantes revisões constitucionais, 1982 e 1989, continuamos com uma Constituição que consagra um fortíssimo estatismo bem como um sem número de imposições programáticas destinadas a forçar uma orientação governativa socialista. Em Portugal, em 2015, ainda só há licença para ser de esquerda. Não admira. A verdadeira direita, que era a do Estado Novo, não teve, como não teve outrora o miguelismo, a oportunidade histórica de se aggionare – ao contrário da direita franquista em Espanha. Aqui, Franco, desembaraçado da questão colonial, pôde abrir o caminho a Adolfo Suárez, que conduziu uma transição pacífica para um regime democrático em que cabia toda a gente. Em Portugal, a revolução, como sempre acontece, bloqueou toda a possibilidade de diálogo com os vencidos e fechou-lhes as portas do novo regime. Décadas depois de Abril, alguém de direita ainda causa espanto e indignação."

 

Este texto, ensaio de Maria de Fátima Bonifácio no #Observador é muito bom e de leitura recomendável. Mudou a minha...

Posted by Portugal Contemporâneo on Thursday, June 4, 2015
Nota de rodapé: não tendo a completa certeza de que a palavra "Estatismo" exista no vocabulário da Língua Portuguesa optei por colocar o título entre aspas e verificar posteriormente.

 

 

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publicado às 19:01


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